{"id":6685,"date":"2020-07-05T15:36:04","date_gmt":"2020-07-05T17:36:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=6685"},"modified":"2020-07-05T15:37:36","modified_gmt":"2020-07-05T17:37:36","slug":"um-e-o-todo-o-todo-e-o-um","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/um-e-o-todo-o-todo-e-o-um\/","title":{"rendered":"Um \u00e9 o todo, o todo \u00e9 o um"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\">\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Thich-Nhat-Hanh_.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Thich-Nhat-Hanh_.jpg\" alt=\"\" width=\"224\" height=\"225\" class=\"alignleft size-full wp-image-6670\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Thich-Nhat-Hanh_.jpg 224w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Thich-Nhat-Hanh_-150x150.jpg 150w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Thich-Nhat-Hanh_-50x50.jpg 50w\" sizes=\"auto, (max-width: 224px) 100vw, 224px\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><i><b><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/thich-nhat-hanh\/\">Thich Nhat Hanh<\/a><\/b><br \/><b><i>Retirado do livro<br \/> &#8220;<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/para-viver-em-paz\/\"><font size=\"1\">Para viver em paz<\/font><\/a><\/i><\/b><\/i><\/div>\n<p align=\"JUSTIFY\">Quando sentar para meditar, depois de j&aacute; ter obtido controle da mente, focalize-a na contempla&ccedil;&atilde;o da interdepend&ecirc;ncia de todas as coisas. Esta contempla&ccedil;&atilde;o  n&atilde;o &eacute; uma reflex&atilde;o filos&oacute;fica da interdepend&ecirc;ncia. &Eacute; a penetra&ccedil;&atilde;o da mente em si pr&oacute;pria, usando o poder da concentra&ccedil;&atilde;o, para revelar a real natureza do objeto contemplado.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Aqueles que tiveram a oportunidade de conhecer os ensinamentos de Vijnanavada sabem que o termo &quot;Vijnana&quot; [consci&ecirc;ncia] compreende ambos: sujeito e objeto do conhecimento. O sujeito do conhecimento n&atilde;o pode existir independente do objeto do conhecimento. Ver &eacute; ver alguma coisa, escutar &eacute; escutar alguma coisa, estar raivoso &eacute; estar com raiva de alguma coisa, desejar &eacute; desejar algo, pensar &eacute; pensar alguma coisa, e assim por diante. Quando o objeto do conhecimento n&atilde;o esta presente, tampouco pode existir o sujeito do conhecimento. Meditando sobre a mente, o praticante ser&aacute; capaz de enxergar a interdepend&ecirc;ncia do sujeito e do objeto do conhecimento.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Quando tomamos consci&ecirc;ncia de nossa respira&ccedil;&atilde;o, o conhecimento da respira&ccedil;&atilde;o &eacute; a mente; quando tomamos consci&ecirc;ncia de nosso corpo, o conhecimento do nosso corpo &eacute; a mente; quando tomamos consci&ecirc;ncia dos objetos exteriores a n&oacute;s, o conhecimento desses objetos &eacute; tamb&eacute;m a mente. Portanto, contemplar a natureza da interdepend&ecirc;ncia de todos os objetos &eacute; tamb&eacute;m contempla&ccedil;&atilde;o da mente.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Todo objeto da mente &eacute; a pr&oacute;pria mente. No budismo, os objetos da mente s&atilde;o chamados &quot;dharmas&quot;. Os dharmas s&atilde;o agrupados em cinco categorias:<\/p>\n<p align=\"CENTER\">\n<p><b><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">1. formas f&iacute;sicas e corp&oacute;reas<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">2. sentimentos<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">3. percep&ccedil;&otilde;es<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">4. fun&ccedil;&otilde;es mentais<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">5. consci&ecirc;ncia<\/p>\n<p><\/b><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">\n<p align=\"JUSTIFY\">Essas categorias se chamam os cinco agregados. Contudo, a quinta categoria, a consci&ecirc;ncia, cont&eacute;m as outras quatro e &eacute; a base de todas elas. <\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Contemplar a interdepend&ecirc;ncia &eacute; um profundo exame dos &quot;dharmas&quot; para penetrar em sua real natureza, e assim poder v&ecirc;-los como partes do grande corpo da realidade indivis&iacute;vel. Ele n&atilde;o pode ser cortado em partes como entidades separadas, com exist&ecirc;ncia pr&oacute;pria.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">O primeiro objeto de contempla&ccedil;&atilde;o &eacute; a nossa pr&oacute;pria pessoa, o agrupamento dos cinco agregados em n&oacute;s mesmos. Exatamente em si pr&oacute;prio, o praticante pode contemplar os cinco agregados que o comp&otilde;em.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Em seu pr&oacute;prio corpo o praticante se torna c&ocirc;nscio da presen&ccedil;a da forma f&iacute;sica, dos sentimentos, das percep&ccedil;&otilde;es, das fun&ccedil;&otilde;es mentais e da consci&ecirc;ncia. Ele observa esses objetos at&eacute; ver que cada um deles tem uma &iacute;ntima conex&atilde;o com o mundo exterior: se o mundo n&atilde;o existisse o agrupamento dos cinco agregados n&atilde;o poderia igualmente existir. Tome como exemplo a mesa. A exist&ecirc;ncia da mesa &eacute; poss&iacute;vel devido &agrave; exist&ecirc;ncia de coisas que poder&iacute;amos chamar de mundo da n&atilde;o-mesa: A floresta onde a madeira cresceu e foi cortada, o carpinteiro, o min&eacute;rio de ferro de onde vieram os pregos e parafusos, e outras in&uacute;meras coisas relativas &agrave; mesa, desde os antecedentes e pais do carpinteiro at&eacute; o sol e a chuva que propiciaram condi&ccedil;&otilde;es para crescimento da &aacute;rvore. Se apreendermos a realidade da mesa, n&oacute;s veremos que na mesa est&atilde;o presentes todas essas coisas que normalmente vemos como mundo da n&atilde;o-mesa. Se voc&ecirc; tirar fora qualquer desses elementos do mundo da n&atilde;o-mesa, e os repuser na sua origem &#8211; os pregos de volta ao min&eacute;rio, a madeira de volta a floresta, o carpinteiro de volta a seus pais, a mesa n&atilde;o mais existir&aacute;.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">A pessoa que ao olhar uma mesa ver nela o Universo, esta no verdadeiro Caminho. O praticante medita na jun&ccedil;&atilde;o dos cinco agregados existentes nele pr&oacute;prio, da mesma maneira. Ele medita nele, at&eacute; poder ver a presen&ccedil;a da realidade da Unidade em si pr&oacute;prio, e ver que sua pr&oacute;pria vida e a vida do universo s&atilde;o uma s&oacute;. Se os cinco agregados retornarem &agrave; sua origem, o eu n&atilde;o mais existir&aacute;. O mundo alimenta os cinco agregados a cada minuto. O eu n&atilde;o &eacute; diferente do agrupamento dos cinco agregados. A jun&ccedil;&atilde;o dos cinco agregados desempenha igualmente um papel importante na forma&ccedil;&atilde;o, cria&ccedil;&atilde;o e destrui&ccedil;&atilde;o de todas as coisas no universo. <\/p>\n<\/div>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Thich Nhat HanhRetirado do livro &#8220;Para viver em paz Quando sentar para meditar, depois de j&aacute; ter obtido controle da mente, focalize-a na contempla&ccedil;&atilde;o da interdepend&ecirc;ncia de todas as coisas. 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