{"id":6720,"date":"2020-07-05T16:59:44","date_gmt":"2020-07-05T18:59:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=6720"},"modified":"2020-07-05T16:59:44","modified_gmt":"2020-07-05T18:59:44","slug":"os-meios-sao-o-fim","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/os-meios-sao-o-fim\/","title":{"rendered":"Os Meios S\u00e3o o Fim"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\">\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Thich-Nhat-Hanh_.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Thich-Nhat-Hanh_.jpg\" alt=\"\" width=\"224\" height=\"225\" class=\"alignleft size-full wp-image-6670\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Thich-Nhat-Hanh_.jpg 224w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Thich-Nhat-Hanh_-150x150.jpg 150w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Thich-Nhat-Hanh_-50x50.jpg 50w\" sizes=\"auto, (max-width: 224px) 100vw, 224px\" \/><\/a><\/p>\n<div STYLE=\"text-align:right\"><i>Ensinamentos do Mestre <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/thich-nhat-hanh\/\"><font SIZE=\"2\"><b>Thich Nhat Hanh<\/b><\/font><\/a><br \/>Retiro em Plum Village<br \/>Dezembro de 1999<\/i><br \/><font SIZE=\"1\"><b>Transcrito e editado por Carol Fegan, Chan An Cu<br \/>Revisado por Brendan Sillifant<br \/>Traduzido ao Portugu&ecirc;s por Claudio Miklos<\/b><\/font><\/div>\n<hr \/>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Palestra de Dharma dada por Thich Nhat Hanh em 5 de Dezembro de 1999 em Plum Village, Fran&ccedil;a.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Hoje &eacute; 5 de Dezembro, 1999 e estamos no Upper Hamlet durante nosso Retiro de Inverno. Tempos atr&aacute;s n&oacute;s discutimos sobre meios e fins e aprendemos que na pr&aacute;tica do Budismo n&atilde;o h&aacute; nenhuma distin&ccedil;&atilde;o entre meios e fins, e [que os] meios deveriam ser considerados como os fins por si mesmos. Esta &eacute; uma pr&aacute;tica muito intensa e n&oacute;s dever&iacute;amos nos apoiar no Sangha para fazer isto.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Quando voc&ecirc; vai para o Sal&atilde;o de Buddha ou para o Sal&atilde;o de Dharma sabe que tem algo a fazer l&aacute;: medita&ccedil;&atilde;o sentada, ouvir uma palestra de Dharma ou limpar o sal&atilde;o, mas ir para l&aacute; tamb&eacute;m &eacute; uma pr&aacute;tica. Lhes &eacute; solicitado que limpem o sal&atilde;o de medita&ccedil;&atilde;o com consci&ecirc;ncia, &eacute; esperado que voc&ecirc;s se sentem belamente quando escutam a uma palestra de Dharma, &eacute; esperado que voc&ecirc;s se concentrem, estejam atentos durante sua medita&ccedil;&atilde;o sentada, assim a pr&aacute;tica acontece no sal&atilde;o de medita&ccedil;&atilde;o, mas n&oacute;s dever&iacute;amos saber que a pr&aacute;tica tamb&eacute;m acontece durante sua caminhada por ali.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Eis por que dever&iacute;amos tentar estar praticando durante o tempo em que caminhamos para o sal&atilde;o de medita&ccedil;&atilde;o, e se voc&ecirc; for bem sucedido em todo passo que voc&ecirc; der, a medita&ccedil;&atilde;o sentada, a palestra de Dharma ou a limpeza do sal&atilde;o de medita&ccedil;&atilde;o ser&atilde;o [tamb&eacute;m] um sucesso.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Porque temos o h&aacute;bito de fazer as coisas sem efici&ecirc;ncia &eacute; que n&oacute;s tendemos a negligenciar, menosprezar o valor dos meios.Nesta &eacute;poca no Outono, eu normalmente limpo as folhas do eremit&eacute;rio. Eu fa&ccedil;o isto a cada tr&ecirc;s dias mais ou menos e uso um ancinho. Eu sei que limpando as folhas &eacute; ter um caminho limpo para caminhar, fazer medita&ccedil;&atilde;o andante e assim por diante; eu corro diariamente pelo menos duas vezes &#8211; eu pratico a medita&ccedil;&atilde;o correndo e limpo as folhas deste modo (conscientemente). Limpar as folhas n&atilde;o significa apenas ter um caminho limpo para correr ou caminhar, mas limpar as folhas significa simplesmente gostar de limpar as folhas. Assim, eu seguro o ancinho de tal modo que possa estar contente e s&oacute;lido durante o tempo de usar o ancinho. E todo movimento que fa&ccedil;o, quero faz&ecirc;-lo como um ato de ilumina&ccedil;&atilde;o, um ato de alegria, um ato de paz, assim eu n&atilde;o tenho pressa, porque vejo que o ato de limpar &eacute; t&atilde;o maravilhoso quanto ter um caminho limpo. Eu n&atilde;o estaria satisfeito com menos do que isso. Todo golpe que eu dou deve trazer alegria, solidez e liberdade para mim. Devo ser completamente eu mesmo durante o ato de limpar as folhas, e limpar as folhas [deste modo] n&atilde;o ser&aacute; mais um meio para se chegar a um fim chamado &#8220;ter um caminho limpo&#8221;. E voc&ecirc; n&atilde;o precisa esperar por muito tempo; se puder dar um golpe assim, um movimento assim, investindo completamente voc&ecirc; mesmo no ato de limpar as folhas, ent&atilde;o imediatamente ser&aacute; recompensado. Essa &eacute; uma obra de arte perfeita que voc&ecirc; faz porque cada movimento &eacute; uma obra de arte.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">O mesmo &eacute; verdade quando voc&ecirc; pratica a caminhada. Cada passo que d&aacute; deveria ser uma obra de arte perfeita, cada passo pode lhe trazer solidez, soberania pois voc&ecirc; n&atilde;o caminha como um escravo, caminha como uma pessoa livre. Caminha como um Buddha porque quis ser um disc&iacute;pulo, uma filha ou um filho do Iluminado, voc&ecirc; quer ser a sua continua&ccedil;&atilde;o, eis por que &eacute; capaz de dar um passo com soberania, estando completamente em controle de voc&ecirc; mesmo. Voc&ecirc; est&aacute; completamente presente no aqui e o agora, e desfruta daquele passo. Assim, a medita&ccedil;&atilde;o andando &eacute; n&atilde;o chegar ao sal&atilde;o de medita&ccedil;&atilde;o. Chegar ao sal&atilde;o de medita&ccedil;&atilde;o &eacute; o que voc&ecirc; quer, mas voc&ecirc; quer mais do que isso, porque voc&ecirc; alcan&ccedil;a o sal&atilde;o de medita&ccedil;&atilde;o v&aacute;rias vezes ao dia e &agrave;s vezes dez ou vinte chegadas como esta n&atilde;o fazem nenhuma diferen&ccedil;a. Assim, um passo &eacute; o bastante para voc&ecirc; chegar. Eu cheguei! Com um passo. Essa &eacute; a nossa pr&aacute;tica, mas h&aacute; uma energia de h&aacute;bito que lhe impede de fazer assim. Voc&ecirc; est&aacute; acostumado a correr por acreditar que a felicidade n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel aqui e agora, a felicidade s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel no futuro. Este tipo de convic&ccedil;&atilde;o, este tipo de energia de h&aacute;bito tem estado presente por muito tempo, transmitido por muitas gera&ccedil;&otilde;es de antepassados e vir &agrave; Plum Village &eacute; ter uma chance de perceber isto; que voc&ecirc; &eacute; governado por sua energia de h&aacute;bito, pela tend&ecirc;ncia de correr todo o tempo. Voc&ecirc; n&atilde;o &eacute; capaz de estar no aqui e o agora para tocar as maravilhas da vida que est&atilde;o dispon&iacute;veis. N&oacute;s temos muitas chances para praticar. Sabemos que lavamos roupas, lavamos pratos, varremos o solo, cuidamos do jardim, h&aacute; muitas coisas que voc&ecirc;s podem fazer, mas n&atilde;o fa&ccedil;am isto do modo como eles fazem isto no mundo. Fa&ccedil;am em uma pr&aacute;tica, uma boa pr&aacute;tica, e voc&ecirc;s ser&atilde;o recompensados imediatamente, saber&atilde;o que est&atilde;o lidando com sua energia de h&aacute;bito. A energia de h&aacute;bito nos diz: &#8220;r&aacute;pido, r&aacute;pido, v&aacute;, r&aacute;pido, r&aacute;pido, termine logo! O prazo final est&aacute; pr&oacute;ximo!&#8221;, mas a pr&aacute;tica est&aacute; lhe dizendo o oposto: &#8220;n&atilde;o corra, desfrute, o aqui e o agora &eacute; a &uacute;nica coisa que voc&ecirc; possui, a felicidade n&atilde;o pode ser poss&iacute;vel fora do aqui e o agora&#8221;, assim voc&ecirc; tem duas coisas que contradizem uma &agrave; outra, e eis por que a palavra &#8220;treinamento&#8221; significa que voc&ecirc; supera a energia de h&aacute;bito lentamente e se d&aacute; outra energia de h&aacute;bito, que &eacute; boa. A energia de h&aacute;bito que voc&ecirc; quer cultivar &eacute; a capacidade de estar no aqui e agora, e viver todos os momentos de sua vida di&aacute;ria profundamente. Limpe as folhas, desfrute! Fa&ccedil;a o caf&eacute; da manh&atilde;! Desfrute completamente deste ato de arte culin&aacute;ria. Lave os pratos! Desfrute completamente o ato de lav&aacute;-los. Diariamente no Mosteiro eu lavo os pratos, diariamente eu fervo o arroz e cuido das flores, das plantas, e minha pr&aacute;tica &eacute; de desfrutar todos os minutos enquanto estou fazendo estas coisas. Sim, escrever um poema &eacute; maravilhoso, escrever um artigo &eacute; maravilhoso, dar uma palestra de Dharma &eacute; maravilhoso, mas &eacute; igualmente maravilhoso cuidar do arbusto, cuidar das plantas, lavar os pratos e assim por diante. Por ser muito enriquecedor, muito recompensador, isto pode trazer muita paz, alegria e solidez para voc&ecirc;. N&oacute;s sabemos que a felicidade n&atilde;o seria poss&iacute;vel se n&atilde;o tiv&eacute;ssemos nenhuma estabilidade e solidez, e isso ocorre por que temos que cultivar nossa estabilidade, nossa solidez e oferecer isto para n&oacute;s mesmos, porque sem o solo da estabilidade e solidez nenhuma paz real, nenhuma felicidade real poderia ser poss&iacute;vel. Eis porque aprender a limpar as folhas, aprender a varrer o solo, aprender a lavar os pratos &eacute; muito importante. N&atilde;o diga que a medita&ccedil;&atilde;o sentada &eacute; mais importante [do que isto] ou que a medita&ccedil;&atilde;o andante &eacute; mais importante, ou ouvir uma palestra de Dharma &eacute; mais importante. Voc&ecirc; escuta a palestra de Dharma para poder limpar as folhas. Voc&ecirc; escuta a palestra de Dharma para poder lavar os pratos, corretamente e sabendo desfrutar isto.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">E em Plum Village n&oacute;s temos a vantagem de ter muitos irm&atilde;os e irm&atilde;s que fazem o mesmo e quando vemos um deles fazendo a pr&aacute;tica n&oacute;s nos sentimos apoiados. Eles n&atilde;o fazem nada demais. Eles apenas fazem a pr&aacute;tica, n&atilde;o dizem nada a n&oacute;s; eles simplesmente fazem. E quando n&oacute;s os vemos agir, temos uma chance para nos voltar para n&oacute;s mesmos e fazer isto tamb&eacute;m. E a comunidade de pr&aacute;tica &eacute; um grande presente, como o raio de sol. Todo o mundo na Fran&ccedil;a, talvez muitas pessoas francesas t&ecirc;m o sol hoje mas talvez porque muitos de n&atilde;o tem a capacidade de ir para casa no aqui e agora, o raio de sol n&atilde;o significa muito para eles. Mas se voc&ecirc; sabe como inspirar e ficar consciente do raio de sol, voc&ecirc; ter&aacute; um tipo diferente de sol, o sol &eacute; para voc&ecirc; e n&atilde;o para esses que est&atilde;o t&atilde;o ocupados, e que perdem tanto tempo nas suas preocupa&ccedil;&otilde;es, no passado, no futuro. &Eacute; suposto que a lua seja para todos mas h&aacute; alguns de n&oacute;s que jamais v&ecirc;em a lua, nunca obt&ecirc;m algo da lua, nunca desfrutam a lua.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">E n&oacute;s vivemos juntos em Plum Village durante uma semana, durante um m&ecirc;s ou tr&ecirc;s meses, durante um ano, e praticamos juntos. Existem alguns de n&oacute;s que est&atilde;o bastantes contentes, contudo existem alguns de n&oacute;s que n&atilde;o est&atilde;o t&atilde;o contentes; o mesmo ambiente, o mesmo Sangha, a mesma pr&aacute;tica e ainda assim n&oacute;s recebemos diferentemente o volume de felicidade, paz, estabilidade e alegria. E o que faz esta diferen&ccedil;a? A diferen&ccedil;a &eacute; nossa capacidade de p&ocirc;r em pr&aacute;tica o ensinamento que &eacute; dado. E o Buddha foi bastante claro nisto, vida s&oacute; est&aacute; dispon&iacute;vel no aqui e agora, com todas suas maravilhas; se voc&ecirc; continuar correndo, estas maravilhas da vida n&atilde;o ser&atilde;o suas. Assim, pare! Sorria ao sol, sorria &agrave; lua, sorria para seus irm&atilde;os ou irm&atilde;s e especialmente, sorria para voc&ecirc;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Reconhe&ccedil;a que voc&ecirc; est&aacute; presente. Voc&ecirc; precisa ser nutrido pela paz, pela alegria. Voc&ecirc; tem se privado destes elementos. &Eacute; voc&ecirc; mesmo que se privou da paz, alegria, nutri&ccedil;&atilde;o e cura. Agora o Dharma &eacute; lhe ajudar a parar este curso de vida. Olhe-se, sorria para voc&ecirc;, seja am&aacute;vel com voc&ecirc;, trate-se com a pr&aacute;tica. Aprenda a caminhar, aprenda como respirar e sorrir, aprenda a limpar as folhas no jardim do p&aacute;tio. &Eacute; muito importante. O Reino de Deus, a Terra de Buddha est&aacute; aqui mesmo para voc&ecirc; tocar. [Sino]Se voc&ecirc; observou os monges e as monjas, se os observou em Plum Village, notar&aacute; que enquanto eles caminham n&atilde;o falam, quando falam eles param para falar e escutar, e depois de falar e escutar, eles retornam ao seu andar. Por que eles fazem assim? Porque quando eles falam e escutam, querem investir 100% de si no ato de falar e escutar. Eis porque eles n&atilde;o falam enquanto est&atilde;o caminhando; eles querem investir 100% de si no ato de andar. Eles querem dar passos reais, passos que podem trazer estabilidade para eles, solidez, liberdade porque eles sabem que a estabilidade, a solidez &eacute; o solo da felicidade, assim eles caminham para ao mesmo tempo cultivar e desfrutar disto.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Eis porque, se voc&ecirc; vier a Plum Village e seguir este tipo de exemplo, se unir&aacute; &agrave; pr&aacute;tica. N&atilde;o falar durante o caminhar n&atilde;o &eacute; uma regra porque n&oacute;s n&atilde;o queremos ser v&iacute;timas de regras, n&atilde;o queremos absolutamente nenhuma regra, simplesmente queremos praticar. Se voc&ecirc; n&atilde;o fala, &eacute; porque n&oacute;s queremos praticar. N&atilde;o &eacute; que falar seja um crime. Mas se voc&ecirc; falar durante a pr&aacute;tica, estar&aacute; destruindo-a.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Nos ensinamentos do Buddha, estar preso a regras &eacute; algo que voc&ecirc;s n&atilde;o s&atilde;o encorajados a fazer. N&oacute;s dever&iacute;amos olhar para isto como uma pr&aacute;tica e n&atilde;o como regras, como os dez preceitos do noviciado que n&oacute;s temos aqui e que voc&ecirc;s ouviram ontem. Eles n&atilde;o s&atilde;o regras para o novi&ccedil;o. Eles n&atilde;o existem para restringir a liberdade e a felicidade do novi&ccedil;o. Eles existem para ajudar o novi&ccedil;o a levar uma vida feliz de novi&ccedil;o. Porque estes preceitos devem ser considerados como sendo a pr&aacute;tica da consci&ecirc;ncia plena e se voc&ecirc;s praticarem adequadamente preservar&atilde;o sua liberdade, sua beleza, sua felicidade. E se voc&ecirc;s pensam que estas dez coisas s&atilde;o regras &agrave;s quais tem que se submeter, tem que se render, voc&ecirc;s n&atilde;o entenderam, voc&ecirc;s n&atilde;o perceberam o sentido real; eis porque o Buddha disse: n&atilde;o seja escravo de regras e rituais. Rituais e regras, n&oacute;s n&atilde;o precisamos deles; precisamos apenas da pr&aacute;tica.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Quando n&oacute;s entramos no sal&atilde;o de Dharma todo o mundo se levanta e une as palmas. Isso n&atilde;o &eacute; uma regra, &eacute; a pr&aacute;tica. E quando o professor entra no sal&atilde;o, n&atilde;o &eacute; afetado pelo respeito que &eacute; mostrado a ele. Ele tamb&eacute;m pratica caminhando, conscientemente, a pr&aacute;tica do andar atento &eacute; a sua pr&aacute;tica. Andar conscientemente &eacute; a pr&aacute;tica dele, e o levantar-se, respirar e mostrar respeito s&atilde;o as pr&aacute;ticas de voc&ecirc;s. Estas duas coisas s&atilde;o igualmente importantes. E se voc&ecirc;s olharem isto como um ritual, estar&atilde;o errados. Se olharem isto como uma regra, estar&atilde;o errados, voc&ecirc;s devem ver isto como sua pr&aacute;tica, e a boa pr&aacute;tica sempre pode ser reconhecida. Quando o professor caminha, ele deveria ser uma pessoa livre, n&atilde;o &eacute; afetado pelo orgulho, complexo de arrog&acirc;ncia, esta &eacute; sua pr&aacute;tica. Sua pr&aacute;tica &eacute; ser respeitoso ao professor, gostar de se levantar desta forma, inspirar, expirar, sorrir e tocar as muitas gera&ccedil;&otilde;es de professores na hist&oacute;ria. Quando voc&ecirc; est&aacute; em contato com seu professor, voc&ecirc; est&aacute; em contato com o professor de seu professor, o professor de sua professora, e voc&ecirc; est&aacute; em contato com muitas gera&ccedil;&otilde;es de professores, est&aacute; em contato com o Buddha, portanto esta &eacute; sua pr&aacute;tica.Eis porque voc&ecirc; n&atilde;o reclama que deve se levantar muito cedo e que o professor est&aacute; caminhando muito lentamente. O professor vive a pr&aacute;tica dele e voc&ecirc; a sua, todo o mundo est&aacute; usufruindo disto, e voc&ecirc; saber&aacute; se sua pr&aacute;tica est&aacute; correta ou n&atilde;o. Voc&ecirc; sabe por si se a pr&aacute;tica o est&aacute; fazendo feliz, calmo, s&oacute;lido. Voc&ecirc; sabe que o professor cuida da pr&aacute;tica dele e voc&ecirc; da sua, e n&oacute;s n&atilde;o dever&iacute;amos olhar isto como uma regra ou um ritual, caso contr&aacute;rio, estaremos presos a formas de rituais e regras, e o Buddha &eacute; contra rituais, meros rituais e regras.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Quando voc&ecirc; segura um copo de &aacute;gua e a bebe conscientemente, o ato &eacute; t&atilde;o bonito e se parece com um ritual, certo? Mas aquele que est&aacute; segurando o copo e est&aacute; bebendo n&atilde;o tem qualquer inten&ccedil;&atilde;o de fazer disto um ritual, uma performance. Ele simplesmente gosta de segurar o copo e beber. Mas porque a plena consci&ecirc;ncia est&aacute; l&aacute;, muito profunda, muito forte, assim o ato se parece um ritual, mas n&atilde;o &eacute; ritual, &eacute; a pr&aacute;tica. Quando voc&ecirc; se curva assim e sente que sua mente e seu corpo est&atilde;o unidos em concentra&ccedil;&atilde;o, em plena consci&ecirc;ncia, e sente que est&aacute; totalmente presente orientado para algo bom, verdadeiro e bonito, a natureza da ilumina&ccedil;&atilde;o, a natureza do despertar em si, voc&ecirc; recebe algo, usufrui disto e n&atilde;o pensa nisto como um ritual. Mas se voc&ecirc; faz isto como uma m&aacute;quina e quando v&ecirc; pessoas simplesmente as imita sem entender, isso &eacute; um ritual, &eacute; uma coisa rid&iacute;cula de fazer, completamente vazia. Este tipo de ritual est&aacute; completamente vazio e n&oacute;s n&atilde;o dever&iacute;amos fazer assim.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Assim em grandes retiros na Am&eacute;rica Norte temos sempre pessoas novas, &agrave;s vezes 50 ou 60% das pessoas que se juntam ao retiro s&atilde;o pessoas novas e elas ficam envergonhadas, elas pensam nisto como um ritual, elas n&atilde;o est&atilde;o confort&aacute;veis. Eis porque eu sempre come&ccedil;o dizendo, se curvar ou n&atilde;o se curvar, esta n&atilde;o &eacute; a quest&atilde;o! Curvar-se &eacute; um ritual, assim n&atilde;o fique preso pelo ritual. Pr&aacute;tica. Se voc&ecirc; pensar que fazer isto lhe trar&aacute; concentra&ccedil;&atilde;o, insight e rever&ecirc;ncia, isso [ent&atilde;o] ir&aacute; lhe fazer bem, isso o far&aacute; feliz e ent&atilde;o voc&ecirc; far&aacute; isto e estar&aacute; livre de rituais, livre de regras.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Assim os dez preceitos do noviciado s&atilde;o pr&aacute;ticas que se direcionam para ajudar o novi&ccedil;o a ser livre, estar contente, ser s&oacute;lido e se voc&ecirc; considerar os preceitos como algo que limita sua liberdade, est&aacute; errado, estar&aacute; preso a rituais, ser&aacute; preso a regras e isso &eacute; contra o esp&iacute;rito budista. Nas cinq&uuml;enta e uma categorias de forma&ccedil;&otilde;es mentais existe uma certa forma&ccedil;&atilde;o mental. &Eacute; descrita como uma forma&ccedil;&atilde;o mental saud&aacute;vel porque h&aacute; forma&ccedil;&otilde;es mentais insalubres como raiva, &oacute;dio, medo. Estes n&atilde;o s&atilde;o estados mentais positivos mas esta forma&ccedil;&atilde;o mental &eacute; um estado mental bom. Pode ser traduzido como vergonha, mas &eacute; muito dif&iacute;cil traduzir exatamente. Significa: voc&ecirc; fica envergonhado de si mesmo quando percebe que n&atilde;o pratica como deve.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Voc&ecirc;s n&atilde;o precisam de algu&eacute;m para lhes dizer que n&atilde;o est&atilde;o praticando, voc&ecirc;s tem todas as condi&ccedil;&otilde;es para ter sucesso na pr&aacute;tica e ainda assim n&atilde;o fazem isto, e quando n&atilde;o fazem, toda vez que pensam nisto ficam envergonhados. Por favor, me ajudem a achar a palavra em Ingl&ecirc;s. O mesmo acontece quando voc&ecirc;s confrontam outra pessoa. Voc&ecirc;s v&ecirc;em outra pessoa praticando, t&atilde;o bem, t&atilde;o feliz, assim sentem-se envergonhados na presen&ccedil;a dele ou dela.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Se voc&ecirc; &eacute; um professor de Dharma, ou aprendiz de professor de Dharma, ou um futuro professor de Dharma, sabe que n&atilde;o seria certo se n&atilde;o praticasse porque voc&ecirc; est&aacute; compartilhando o Dharma. Voc&ecirc;s est&atilde;o falando em nome do Buddha, dos Bodhisattvas, sobre a pr&aacute;tica. Voc&ecirc;s dizem &agrave;s pessoas que tentem ficar atentas e se estabelecer no aqui e agora, tocando as maravilhas da vida no aqui e agora, se nutrindo, para que se transformem e no entanto n&atilde;o fazem isto; quando pensam nisto, tem uma sensa&ccedil;&atilde;o de vergonha. Esta &eacute; uma boa forma&ccedil;&atilde;o mental, uma forma&ccedil;&atilde;o mental saud&aacute;vel porque esta forma&ccedil;&atilde;o mental mudar&aacute; voc&ecirc;. Voc&ecirc; evolui, se torna um melhor praticante de Dharma. Eis porque a vergonha &eacute; a primeira de muitas forma&ccedil;&otilde;es saud&aacute;veis.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Pessoas que n&atilde;o t&ecirc;m senso de vergonha n&atilde;o t&ecirc;m nenhum futuro. Voc&ecirc; deveria ficar envergonhado do fato de que n&atilde;o pratica quando condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis para a pr&aacute;tica est&atilde;o todas presentes, em seu interior e ao seu redor. Voc&ecirc; possui os ensinamentos, voc&ecirc; tem as instru&ccedil;&otilde;es, tem um lugar, tem uma casa para viver, comida para comer, tem os irm&atilde;os e irm&atilde;s que o ajudam, tem um professor, tem todas as condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis para sua pr&aacute;tica e ainda assim n&atilde;o pratica. E toda vez que regressa, v&ecirc; aquela situa&ccedil;&atilde;o e fica envergonhado, este &eacute; um bom tipo de energia, que pode lhe transformar e pode fazer de voc&ecirc; um praticante melhor. Todos n&oacute;s dever&iacute;amos estar &#8220;equipados&#8221; pela vergonha, que &eacute; como um tipo de cosm&eacute;tico, um tipo de adorno, que toda pessoa precisa. Adorne-se com vergonha e ent&atilde;o ser&aacute; um bom professor, ser&aacute; um bom estudante e voc&ecirc; ser&aacute; [por fim] um bom professor de Dharma.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Voc&ecirc;s t&ecirc;m uma chance de limpar as folhas e n&atilde;o as limpam como devem. Voc&ecirc;s t&ecirc;m uma chance para lavar os pratos e ainda assim n&atilde;o os lavam como devem. Voc&ecirc;s n&atilde;o desfrutam a pr&aacute;tica de lavar os pratos. Voc&ecirc;s t&ecirc;m uma chance para caminhar de seu quarto para o sal&atilde;o de medita&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o fazem isto. Voc&ecirc;s caminham e ainda assim se permitem ficar presos em sua raiva, em seu desespero, no passado, no futuro, e a vergonha &eacute; algo que pode salv&aacute;-los do estado de ser teimoso em sua pr&aacute;tica. Eis porque o Buddha disse, equipe-se com [o senso de] vergonha e ent&atilde;o se tornar&aacute; um bom praticante, um Bodhisattva, e este &eacute; o motivo porque a vergonha &eacute; a n&uacute;mero um dentre as forma&ccedil;&otilde;es mentais saud&aacute;veis. E voc&ecirc; precisa de outra pessoa para lhe contar a verdade, estar na sua frente de modo que tenha vergonha, pois voc&ecirc; &eacute; capaz de sentir aquela forma&ccedil;&atilde;o mental. Toda vez que vemos outra pessoa na nossa frente e nos sentimos envergonhados porque n&atilde;o podemos fazer como ele ou como a sua expectativa, ent&atilde;o tamb&eacute;m [por isso] nos sentimos envergonhados. Vamos falar sobre a rela&ccedil;&atilde;o do estudante e do professor. Vergonha tem [aqui] um papel muito importante. O professor deveria estar envergonhado quando ele ou ela olha para seus disc&iacute;pulos. Ele tem que se fazer a pergunta sobre se &eacute; merecedor de seu disc&iacute;pulo, sua vida, sua pr&aacute;tica, se &eacute; merecedor de seu disc&iacute;pulo. Eu sou uma pessoa merecedora na rela&ccedil;&atilde;o com meu disc&iacute;pulo? E se o professor n&atilde;o tem vergonha em si, n&atilde;o &eacute; um bom professor. Ele ensina coisas que n&atilde;o pratica e, se o estudante tamb&eacute;m [n&atilde;o pratica], quando est&aacute; em frente a seu professor ele deveria [igualmente] ter vergonha. O professor deu o melhor de si para oferecer-lhe o ensinamento, ap&oacute;i&aacute;-lo, am&aacute;-lo, e ainda assim ele n&atilde;o fez uso disto para se tornar um bom praticante. Ele fica envergonhado toda vez que est&aacute; na presen&ccedil;a de seu professor. Assim, a vergonha est&aacute; ajudando a ambos. Eu sou merecedor de meu professor? Eu sou merecedor de meu disc&iacute;pulo? Esta &eacute; a fun&ccedil;&atilde;o da vergonha.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Agora, deixe-nos falar sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre o irm&atilde;o de Dharma mais velho e o irm&atilde;o mais jovem, ou a irm&atilde; [de Dharma] mais velha e a irm&atilde; mais jovem. Porque todos n&oacute;s esperamos que o nosso irm&atilde;o ou irm&atilde; pratiquem, se eles s&atilde;o &#8220;s&ecirc;niors&#8221; ou &#8220;j&uacute;niors&#8221;. Como uma irm&atilde; mais velha n&oacute;s dever&iacute;amos poder sentir vergonha quando vemos uma irm&atilde; jovem praticando solidamente, t&atilde;o bem, e quando olham sua irm&atilde; daquele modo, com uma sensa&ccedil;&atilde;o de vergonha, voc&ecirc;s evoluem, voc&ecirc;s se tornam uma irm&atilde; melhor. E quando voc&ecirc;s s&atilde;o uma jovem irm&atilde; e olham sua irm&atilde; mais velha, sabem que sua irm&atilde; mais velha est&aacute; esperando que pratiquem bem os treinamentos de plena consci&ecirc;ncia, os modos atentos. Ela fez tudo o que p&ocirc;de para ajudar, apoiar sua pr&aacute;tica e ainda assim voc&ecirc;s se revoltam contra ela, n&atilde;o sabem aprofundar sua pr&aacute;tica, e de certo modo voc&ecirc;s a traem, s&atilde;o indelicados com sua irm&atilde; mais velha.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">O mesmo &eacute; verdade com os irm&atilde;os. Um irm&atilde;o mais velho &eacute; algu&eacute;m que sabe que uma vez estando no Dharma mais tempo que seu irm&atilde;o mais jovem, sua pr&aacute;tica deveria ser boa o bastante para servir como modelo ou como apoio para este irm&atilde;o mais jovem, e se ele n&atilde;o se comporta bem, n&atilde;o pratica corretamente, toda vez que v&ecirc; seu irm&atilde;o mais jovem, a sensa&ccedil;&atilde;o de vergonha lhe ajudar&aacute; a melhorar. E toda vez que v&ecirc; seu irm&atilde;o mais jovem, ele tem uma oportunidade para voltar &agrave; pr&aacute;tica e faz&ecirc;-la muito melhor. E o irm&atilde;o mais jovem tamb&eacute;m deveria saber que para ser um bom irm&atilde;o mais jovem, ele deveria aprofundar sua pr&aacute;tica, e praticando [assim] ele est&aacute; fazendo seu irm&atilde;o mais velho feliz e at&eacute; mesmo pode ajud&aacute;-lo. Seu irm&atilde;o mais velho pode ter mais dificuldades dentro de si, e culp&aacute;-lo n&atilde;o ser&aacute; &uacute;til. Pratique melhor e ent&atilde;o voc&ecirc; ser&aacute; capaz de ajudar seu irm&atilde;o mais velho.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Quando os monges e as monjas v&ecirc;em uma pessoa leiga, porque no Vietn&atilde; e em muitos outros pa&iacute;ses as pessoas leigas ap&oacute;iam os monges com abrigo e comida. Diariamente os monges t&ecirc;m de ir e pedir comida, e as pessoas leigas esperam que os monges pratiquem. Assim, quando n&oacute;s seguramos a tigela de comida e fazemos as cinco contempla&ccedil;&otilde;es, visualizamos de onde a comida veio e vemos a terra, o c&eacute;u, o trabalho duro da pessoa leiga, o amor, o apoio daquela pessoa, ficamos envergonhados por n&atilde;o praticarmos bem e devido a esta sensa&ccedil;&atilde;o de vergonha sabemos comer conscientemente, e comer conscientemente j&aacute; &eacute; uma boa resposta &agrave; pessoa leiga. Quando uma pessoa leiga vem ao templo &eacute; uma boa oportunidade para os monges e as monjas refletirem e nutrir sua vergonha para que possam se tornar bons praticantes.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Portanto diariamente temos muitas oportunidades para ver-nos uns aos outros e podemos criar um impacto no outro com nossa pr&aacute;tica. No mundo, nossos professores ensinam, mas eles n&atilde;o t&ecirc;m necessariamente de fazer isto, o que eles precisam &eacute; passar o ensino e serem pagos por isto. Eles ensinam o que possuem em termos de conhecimento, conhecimento conceitual, mas o ensino do Dharma &eacute; diferente. Em um monast&eacute;rio ou em um instituto budista voc&ecirc; n&atilde;o d&aacute; simplesmente este ensino conceitual. Voc&ecirc; tem que ensinar com sua pr&aacute;tica, com sua experi&ecirc;ncia. Eis porque um instituto budista deveria ser organizado de tal forma que a pr&aacute;tica deveria desenvolver-se junto &agrave; sala de aula. At&eacute; mesmo se voc&ecirc; for uma jovem irm&atilde; muito iniciante na pr&aacute;tica, ou se voc&ecirc; for um jovem irm&atilde;o ainda novo na pr&aacute;tica, se praticar bem, se souber caminhar conscientemente, como limpar as folhas conscientemente, j&aacute; ser&aacute; um professor mesmo se n&atilde;o proferir uma palavra de fato, porque voc&ecirc; encarna o ensino vivo e o professor est&aacute; no estudante e o estudante est&aacute; no professor: interconex&atilde;o. Temos que reconhecer a ambos em n&oacute;s. Temos um professor dentro de n&oacute;s e tamb&eacute;m temos um estudante dentro de n&oacute;s ao mesmo tempo, e isso nos ajuda a crescer na pr&aacute;tica.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">De fato, &eacute; maravilhoso ter um lugar para viver, um lugar onde as condi&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica de transforma&ccedil;&atilde;o e cura s&atilde;o favor&aacute;veis. A terra, o c&eacute;u, e muitos seres vivos tornaram o lugar dispon&iacute;vel para n&oacute;s todos. Este lugar possui professores, possui irm&atilde;os e irm&atilde;s, possui amigos e apoiadores. N&oacute;s na verdade temos todas as condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis para nossa pr&aacute;tica e se permitirmos que o tempo passe assim, sem nos aprofundarmos na real viv&ecirc;ncia, estaremos sendo indelicados com a terra, o c&eacute;u, os professores, irm&atilde;os, irm&atilde;s e com os numerosos seres vivos; e dever&iacute;amos ficar envergonhados com esta forma de descortesia em n&oacute;s. Eis porque dever&iacute;amos despertar uns nos outros aquela sensa&ccedil;&atilde;o de vergonha para que todos n&oacute;s sejamos melhores praticantes e possamos apoiar uns aos outros na pr&aacute;tica.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Quando somos ordenados como leigos, upasika, upasaka, quando somos ordenados como monges ou monjas novi&ccedil;os, sabemos que ainda somos novos na pr&aacute;tica e dever&iacute;amos confiar em nossos irm&atilde;os e irm&atilde;s de Dharma mais experientes para que nossa pr&aacute;tica crie ra&iacute;zes. &Agrave;s vezes nossos irm&atilde;os e nossas irm&atilde;s de Dharma mais experientes ainda s&atilde;o muito jovens, muito mais jovens que n&oacute;s mesmos, e temos a tend&ecirc;ncia de dizer, bem, eles s&atilde;o apenas crian&ccedil;as, eles n&atilde;o sabem muito sobre a vida e realmente n&atilde;o podem representar o papel de irm&atilde;os e irm&atilde;s mais velhos para n&oacute;s. Se voc&ecirc; tem esse tipo de pensamento, est&aacute; errado.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Muitos de n&oacute;s percebemos que se somos ordenados um dia mais cedo, ganhamos aquele dia. Quanto mais cedo voc&ecirc; for ordenado melhor, porque o dia em que voc&ecirc;s se ordenam lhes dar&aacute; a oportunidade para terminar, perceber e reconhecer as energias de h&aacute;bito. Voc&ecirc;s querem fechar a porta atr&aacute;s de si e s&oacute; desejam prosseguir, e o processo de transforma&ccedil;&atilde;o e cura pode come&ccedil;ar imediatamente, at&eacute; mesmo se voc&ecirc;s n&atilde;o percebem isto. Estar no Sangha como um membro, como um membro pleno, e permitir que o Sangha o abrace, o proteja, o transforme, &eacute; muito importante seja voc&ecirc; leigo ou mon&aacute;stico. Voc&ecirc; toma ref&uacute;gio no Sangha e at&eacute; mesmo se pensa que [por um lado] ainda n&atilde;o foi feito ou realizado muitas coisas em voc&ecirc;, muito est&aacute; sendo feito por outro lado.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">N&oacute;s temos uma irm&atilde; que pertence &agrave; gera&ccedil;&atilde;o das &aacute;rvores de Ma&ccedil;&atilde;. Ela veio do Canad&aacute;, e depois que voltou para casa pensava que a sua pr&aacute;tica era ainda muito fraca. Ela n&atilde;o percebeu a transforma&ccedil;&atilde;o que tinha acontecido dentro de sua vida e quando chegou &agrave; sua casa no Canad&aacute;, as pessoas a olhavam com olhos diferentes. Elas a viram calma, s&oacute;lida, sorrindo, refrescada e ela provocava muito respeito. As pessoas que costumavam lidar com ela como uma crian&ccedil;a, come&ccedil;aram agora a v&ecirc;-la com muito respeito. Ela ficou t&atilde;o surpreendida por ver o quanto as pessoas sofrem! Quantas pessoas sofrem em sua fam&iacute;lia, em sua grande fam&iacute;lia, em seu antigo ambiente no Canad&aacute;. Dois anos atr&aacute;s era o mesmo ambiente, mas ela n&atilde;o percebia isto, n&atilde;o enxergava isto, e agora, ap&oacute;s vinte e dois meses de pr&aacute;tica como monja ela retornou e reconheceu todos os seus sofrimentos, e ao mesmo tempo eles a olharam e viram como ela se transformou ap&oacute;s vinte e dois meses sendo uma monja. Durante aquele tempo ela n&atilde;o pensou que tinha feito um grande progresso. Ela apenas se permitiu estar no Sangha, abra&ccedil;ada pelo Sangha, transportada pelo Sangha, e a transforma&ccedil;&atilde;o aos poucos tomou lugar lentamente, simples assim. Ela se transformou mas n&atilde;o percebeu isto. Ela conheceu uma senhora que sofria muito por causa de sua situa&ccedil;&atilde;o e de seu marido, e aquela senhora a olhava um pouco como uma menina. Mas agora aquela senhora a viu e ficou profundamente inspirada querendo deixar tudo para se tornar uma monja. Quando o marido dela ouviu sobre isto ficou furioso. Ele considerou a jovem como um inimigo que estava a ponto de levar embora sua esposa. Dois anos atr&aacute;s ele a olhava como uma crian&ccedil;a, como apenas uma menina, mas como p&ocirc;de uma simples menina provocar tal impacto em sua esposa? Como uma crian&ccedil;a poderia ter tal um impacto em uma pessoa como sua esposa? Ele tinha tentado o melhor de si e n&atilde;o tinha conseguido criar tal impacto na esposa. Naquele estado de raiva ele veio v&ecirc;-la, e ela estava sorrindo e estava convidando a ambos para vir a Plum Village.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">N&atilde;o &eacute; a quantia de experi&ecirc;ncia em sociedade que conta, n&atilde;o &eacute; a quantia de conhecimento que adquirimos na escola que conta, &eacute; a quantia de treinamento que precisamos considerar. Assim, uma irm&atilde; muito jovem, um irm&atilde;o muito jovem que tenham entrado na vida mon&aacute;stica antes de voc&ecirc;, devem realmente ser vistos como seus irm&atilde;os maiores, olh&aacute;-los como seus irm&atilde;os mais velhos e ter a no&ccedil;&atilde;o de amadurecimento no Dharma &eacute; muito importante. Assim, at&eacute; mesmo se voc&ecirc; tem sessenta anos mas recebeu os preceitos h&aacute; pouco, tem que olhar o novi&ccedil;o de dezesseis anos como seu irm&atilde;o mais velho ou irm&atilde; mais velha. Este &eacute; um bom treinamento. Eis porque todos os domingos n&oacute;s nos sentamos de forma a recordar &agrave;s pessoas que esta &eacute; uma pr&aacute;tica de amadurecimento, uma longa tradi&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica budista. N&oacute;s aprendemos o esp&iacute;rito de democracia, tentamos encorajar todo o mundo a expressar por si mesmos acerca de como fazer a vida da comunidade mais feliz, melhor organizada. N&oacute;s encorajamos aqueles que s&atilde;o t&iacute;midos em se expressar, tentamos trein&aacute;-los para que eles estejam prontos a contribuir com sua perspic&aacute;cia. N&oacute;s aprendemos a escutar a todos no Sangha de forma que todos possam ter uma chance de se expressar, essa &eacute; nossa aprendizagem sobre o esp&iacute;rito da democracia. Outra pr&aacute;tica &eacute; o escutar profundamente, a paci&ecirc;ncia, e tamb&eacute;m a fala encorajadora, mas n&oacute;s tamb&eacute;m praticamos o esp&iacute;rito de amadurecimento porque at&eacute; mesmo se esses monges e monjas s&atilde;o jovens, eles estiveram mais tempo na pr&aacute;tica e n&oacute;s dever&iacute;amos tentar nos lembrar que eles s&atilde;o nossos irm&atilde;os mais velhos no Dharma, elas s&atilde;o nossas irm&atilde;s mais velhas no Dharma e isto &eacute; muito &uacute;til. N&atilde;o para eles, mas para n&oacute;s. N&oacute;s devemos consultar os irm&atilde;os mais jovens, as irm&atilde;s mais jovens no Dharma, pois neles est&aacute; a presen&ccedil;a da longa sabedoria atemporal transmitida por muitas gera&ccedil;&otilde;es de professores. E voc&ecirc; ficar&aacute; surpreso em ver que mesmo se aquele novi&ccedil;o for jovem, ainda poder&aacute; aprender muito com ele ou ela. E at&eacute; mesmo se voc&ecirc; compara sua pr&aacute;tica com a deles ver&aacute; que seus passos podem n&atilde;o ser t&atilde;o s&oacute;lidos quanto os deles, sua respira&ccedil;&atilde;o pode n&atilde;o ser t&atilde;o atenta quanto a deles, e gra&ccedil;as a isso voc&ecirc; ter&aacute; aut&ecirc;ntico respeito porque este respeito n&atilde;o ser&aacute; para ela, como uma jovem novi&ccedil;a, mas para o Buddha porque o novi&ccedil;o &eacute; a continua&ccedil;&atilde;o do Buddha. E voc&ecirc; pode ver seu professor no jovem novi&ccedil;o porque a presen&ccedil;a do professor est&aacute; em cada c&eacute;lula de seu corpo. No Mosteiro algo aconteceu nas &uacute;ltimas duas semanas. Me fez pensar muito profundamente. Eu tenho v&aacute;rios vasos de cris&acirc;ntemos em minha varanda e entre eles h&aacute; um vaso, de puros cris&acirc;ntemos brancos, aproximadamente vinte cris&acirc;ntemos grandes. Eu tenho muito cuidado com aquele vaso de cris&acirc;ntemos, eu pus em minha varanda aproximadamente oito vasos de cris&acirc;ntemos. A varanda &eacute; feita de vidro e o sol nasce desta dire&ccedil;&atilde;o e se p&otilde;e nesta dire&ccedil;&atilde;o. O vaso de cris&acirc;ntemos brancos eu pus aqui e pr&oacute;ximo a ele est&aacute; um vaso de c&iacute;clames [pr&iacute;mulas], qual &eacute; a palavra em ingl&ecirc;s para cyclamen? De flores violeta. E aqui, outro vaso de cris&acirc;ntemos, violetas, aproximadamente duas ou tr&ecirc;s flores grandes assim, t&atilde;o grandes quanto este vaso e este segundo vaso de pr&iacute;mulas tamb&eacute;m &eacute; violeta. E este &eacute; puro branco. E eu n&atilde;o tenho que molhar meus cris&acirc;ntemos de cima, porque debaixo de cada vaso eu tenho um recipiente. Eu simplesmente verto naturalmente a &aacute;gua ali e as raizes absorvem-na. Eu fa&ccedil;o isso a cada dois dias e elas sabem o quanto de &aacute;gua podem absorver diariamente.Minha porta est&aacute; aqui, eu entro por aqui do Mosteiro e posso entrar por aqui pelo jardim dianteiro, e tenho uma rede pendurada aqui. Voc&ecirc; sabem de tudo agora (risos). Normalmente eu me sento na rede, olho e desfruto todas as flores nesta dire&ccedil;&atilde;o, mas um dia eu me sentei e ao olhar vi que os cris&acirc;ntemos brancos estavam ficando violeta. O fato &eacute; que as cores violeta refletiram no vidro e o sol poente estava enviando estes raios nesta dire&ccedil;&atilde;o, e os vasos estavam recebendo aqueles raios de sol. Se voc&ecirc; vem ao Mosteiro agora ver&aacute; que dez ou doze cris&acirc;ntemos grandes neste lado se tornaram meio violetas e os dez naquele lado s&atilde;o de puro branco.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Os dezesseis jovens novi&ccedil;os podem vir e olhar. &Eacute; maravilhoso! Est&aacute; muito bonito! Voc&ecirc;s n&atilde;o tem que fazer qualquer coisa, simplesmente se permitam estar no Sangha. Se voc&ecirc;s tem confian&ccedil;a, permitam que o Sangha os abracem, os transportem em esp&iacute;rito e energia e voc&ecirc; ser&atilde;o transformados. Assim, a confian&ccedil;a &eacute; muito importante, e voc&ecirc;s tem que acreditar, tem que ter confian&ccedil;a. Todos n&oacute;s sabemos que os membros de nosso Sangha n&atilde;o s&atilde;o perfeitos, nada &eacute; perfeito neste mundo, mas o Sangha &eacute; importante. Eu lhes falei um tempo atr&aacute;s que no outono passado fui para o Omega Institute e durante a medita&ccedil;&atilde;o andante eu vi um bonito ramo de folhas de outono, t&atilde;o bonito, t&atilde;o harmonioso. Eu cheguei perto e vi que as folhas n&atilde;o eram perfeitas. Todas as folhas estavam perfuradas um pouco por causa dos insetos ou por causa dos fungos, mas se voc&ecirc; olhar os ramos ver&aacute; que eles s&atilde;o t&atilde;o bonitos por causa de sua harmonia. Assim, o Sangha &eacute; igual. Membros do Sangha podem n&atilde;o ser perfeitos mas se n&oacute;s aprendemos como viver no Sangha com harmonia e confian&ccedil;a, cada um em sua posi&ccedil;&atilde;o, este Sangha pode executar um milagre, todo o mundo que vier e tocar o Sangha poder&aacute; ser transformado. O ambiente pode ter um impacto muito forte na gen&eacute;tica, a cultura de espiritualidade est&aacute; transformando as c&eacute;lulas em nosso corpo, os genes em nosso corpo. &Eacute; verdade! Quando voc&ecirc; olha os cris&acirc;ntemos brancos que ficam violeta v&ecirc; as maravilhas da vida, v&ecirc; o impacto de cultura e espiritualidade na heran&ccedil;a gen&eacute;tica do g&ecirc;nero humano. Assim o Buddha nos transmitiu muitos genes, muitos elementos da espiritualidade cultural que continuar&aacute; tendo um profundo impacto em nossas vidas. N&oacute;s temos que permitir que estes elementos penetrem em n&oacute;s para nossa transforma&ccedil;&atilde;o e nossa cura, e o Sangha &eacute; o agente. O Sangha representa o Buddha, a pr&aacute;tica do Sangha conduz ao Buddha e ao Dharma, ter confian&ccedil;a assim no Sangha &eacute; muito importante porque o Sangha &eacute; o Buddha. E eu disse v&aacute;rias vezes que o pr&oacute;ximo Buddha pode tomar a forma de um Sangha, e cada um de n&oacute;s pode ser uma c&eacute;lula deste corpo de Buddhakaya, corpo de Buddha. N&oacute;s dever&iacute;amos abandonar o que consideramos ser nosso conhecimento, nossa experi&ecirc;ncia, porque este conhecimento n&atilde;o ajudou muito. Esta experi&ecirc;ncia n&atilde;o ajudou muito, n&oacute;s ainda sofremos demais. Eis porque dever&iacute;amos estar prontos para desistir de modo a ficarmos livres para que a penetra&ccedil;&atilde;o do Dharma, do Sangha e do Buddha seja poss&iacute;vel, tomando ref&uacute;gio no Sangha, confiando no Sangha, permitindo ao Sangha nos transportar, nos levar. &Eacute; um sentimento agrad&aacute;vel, uma pr&aacute;tica confort&aacute;vel. E tomar ref&uacute;gio no Sangha n&atilde;o &eacute; uma declara&ccedil;&atilde;o de f&eacute;: &eacute; nossa pr&aacute;tica di&aacute;ria. (tr&ecirc;s sinos) .<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ensinamentos do Mestre Thich Nhat HanhRetiro em Plum VillageDezembro de 1999Transcrito e editado por Carol Fegan, Chan An CuRevisado por Brendan SillifantTraduzido ao Portugu&ecirc;s por Claudio Miklos Palestra de Dharma dada por Thich Nhat Hanh em 5 de Dezembro de &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/os-meios-sao-o-fim\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6669,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25,27,40],"tags":[16],"class_list":["post-6720","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mestres","category-thay","category-zen","tag-thich-nhat-hanh"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6720","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6720"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6720\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6721,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6720\/revisions\/6721"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6669"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6720"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6720"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6720"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}