{"id":6767,"date":"2020-07-06T15:22:17","date_gmt":"2020-07-06T17:22:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=6767"},"modified":"2020-07-06T15:32:50","modified_gmt":"2020-07-06T17:32:50","slug":"manas-e-alaya","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/manas-e-alaya\/","title":{"rendered":"Manas e Alaya"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\">\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Ryotan-Tokuda-Igarashi.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Ryotan-Tokuda-Igarashi.jpg\" alt=\"\" width=\"545\" height=\"363\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6768\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Ryotan-Tokuda-Igarashi.jpg 545w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Ryotan-Tokuda-Igarashi-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Ryotan-Tokuda-Igarashi-450x300.jpg 450w\" sizes=\"auto, (max-width: 545px) 100vw, 545px\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><i><b>Texto de <a href=\"dhttp:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/ryotan-tokuda-igarashi\/\">Ryotan Tokuda Igarashi<\/a><br \/>extra\u00eddo do livro &#8220;<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/psicologia-budista\/\">Psicologia Budista&#8221;<\/a><br \/>Enviado por Emerson Ricardo Zamprogno <zamprogno @yahoo.com><\/zamprogno><\/b><\/i><\/div>\n<hr \/>\n<p align=\"JUSTIFY\">&#9;A aula de hoje ser&aacute; sobre a consci&ecirc;ncia de Manas e a consci&ecirc;ncia de Alaya. Com a no&ccedil;&atilde;o de subconsci&ecirc;ncia, os budistas descobriram conjuntamente as consci&ecirc;ncias de Manas e de Alaya. A s&eacute;tima consci&ecirc;ncia de Manas &eacute; a consci&ecirc;ncia do egocentrismo. A oitava, Alaya, &eacute; o dep&oacute;sito de nossas experi&ecirc;ncias passadas.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">&#9;Em primeiro lugar, a consci&ecirc;ncia de Alaya &eacute; a origem de todas as exist&ecirc;ncias. H&aacute; olho e a fun&ccedil;&atilde;o do olho, e eles surgiram da consci&ecirc;ncia de Alaya. E n&atilde;o somente isso, mas esse corpo, esse ambiente, a natureza, a casa, a montanha, tudo vem da consci&ecirc;ncia do Alaya. Por isso &eacute; que se chama Alaya Vijnana, consci&ecirc;ncia de dep&oacute;sito. Com a palavra Alaya podemos nos lembrar de Himalaya. Hima significa neve, ent&atilde;o Himalaya, &eacute; onde se deposita ou guarda a neve. A palavra Alaya quer dizer dep&oacute;sito. &Eacute; onde todas as experi&ecirc;ncias e nascimentos est&atilde;o depositados, como uma semente que amadurece com o tempo, que cria outra semente e a deposita quando encontra condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis, como solo, &aacute;gua, terra e adubos. Ent&atilde;o, esta semente brota. As sementes boas d&atilde;o frutos bons. Nesta teoria da Alaya Vijnana, a pessoa est&aacute; vendo aquilo que ela criou como subst&acirc;ncia e objeto e est&aacute; depositando o Karma: atos bons e ruins, como semente.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">&#9;O treinamento do budismo &eacute; transformar todas as sementes ruins em sementes boas. Precisa trabalhar cem, mil, milhares de vezes, e se conseguimos transformar esta consci&ecirc;ncia de Alaya em sementes boas, ent&atilde;o a sua exist&ecirc;ncia, espiritual e f&iacute;sica, se torna totalmente boa. N&atilde;o somente o corpo e o esp&iacute;rito se tornam bons como Alaya cria todos os fen&ocirc;menos do mundo e assim todo mundo se torna bom. N&oacute;s nos tornamos Buda e vemos aquele mundo que &eacute; de Buda. Os mundos inferiores, como o inferno, animais e dem&ocirc;nios famintos, e os estados inferiores de consci&ecirc;ncia desaparecem. &Eacute; muito importante realmente ver as coisas deste mundo, o corpo e a natureza, a partir da consci&ecirc;ncia de Alaya.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">&#9;A Alaya cria todas as consci&ecirc;ncias (as sete consci&ecirc;ncias), cria os corpos e o meio ambiente. Tudo &eacute; criado pela Alaya. A caracter&iacute;stica desta consci&ecirc;ncia de Alaya &eacute; que, primeiramente, ela guarda todas as a&ccedil;&otilde;es do Karma. Passado e todas as experi&ecirc;ncias passadas est&atilde;o guardados como uma semente. Esta semente, ao mesmo tempo que ela &eacute; o resultado do Karma &eacute; tamb&eacute;m a possibilidade de se criar uma a&ccedil;&atilde;o nova. Mas o Karma n&atilde;o &eacute; destino. Podemos mudar o destino com a nossa pr&aacute;tica porque tudo est&aacute; depositado e registrado dentro da Alaya e, deste modo, o que est&aacute; depositado \u2014 o mundo da pessoa \u2014 come&ccedil;a a mudar e a personalidade tamb&eacute;m. &Eacute; como o perfume: o conhecimento, a cultura e a experi&ecirc;ncia t&ecirc;m o perfume de cada personalidade, depende do que a pessoa est&aacute; guardando em sua consci&ecirc;ncia. Essa consci&ecirc;ncia e a percep&ccedil;&atilde;o do mundo externo iniciam uma nova experi&ecirc;ncia e essa nova experi&ecirc;ncia imediatamente se deposita na subconsci&ecirc;ncia de Alaya. Esta semente depositada se transforma em uma outra semente e esta cria uma outra experi&ecirc;ncia condicionada pelas viv&ecirc;ncias passadas. Assim, a pessoa n&atilde;o pode ver o mundo al&eacute;m do seu limite. Por isso o treinamento consiste em aprender as coisas, os conhecimentos e as sabedorias para poder sair deste c&iacute;rculo.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">&#9;Quando falo em Psicologia Budista, sempre conto a hist&oacute;ria da padaria porque ela ilustra muito bem o que quero dizer. Havia um monge budista ocupando um templo, mas ele precisava viajar a uma cidade long&iacute;nqua. Ent&atilde;o, ele pediu ao vizinho para que cuidasse do templo na sua aus&ecirc;ncia. Esse vizinho era dono da padaria da localidade, e, como &eacute; natural, sendo o dono da padaria n&atilde;o sabia nada sobre as doutrinas budistas. Mas aceitou tomar conta do templo com muita boa vontade. Logo depois da partida do dono do templo, um monge viajante chegou &agrave; aldeia. Naquela &eacute;poca existia entre os monges a tradi&ccedil;&atilde;o de debate verbal em rela&ccedil;&atilde;o aos seus entendimentos sobre o budismo. Quem ganhasse o debate ficava com o templo e quem perdesse tinha de ir embora. Chamava-se a isto uma batalha do Dharma. Hoje, este costume ainda existe. Com muito cerimonial mas ainda existe.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Bem, o sujeito ficou muito preocupado com a not&iacute;cia da chegada do monge viajante, j&aacute; que ele era apenas o dono da padaria. Mas o chefe da aldeia veio at&eacute; ele e disse: &#8220;Voc&ecirc; faz o seguinte: raspa a cabe&ccedil;a, coloca a roupa de monge e depois se senta contra a parede como fazem os monges. Voc&ecirc; tem que se conscientizar de que est&aacute; treinando o sil&ecirc;ncio. Assim, n&atilde;o precisa falar. Se voc&ecirc; n&atilde;o falar, nada ser&aacute; revelado.&#8221; &#8220;Ah, est&aacute; combinado&#8221;, disse o dono da padaria. Assim ele fez e ficou esperando. O monge viajante chegou, come&ccedil;ou a perguntar, mas o monge da padaria estava sentado, em sil&ecirc;ncio. &#8220;Ah&#8221;, pensou o viajante, &#8220;ele est&aacute; fazendo o treinamento do sil&ecirc;ncio. N&atilde;o pode quebrar o treinamento e isto tem que ser respeitado. Mas j&aacute; que estou aqui com tempo, vou tentar me comunicar com ele atrav&eacute;s de gestos&#8221;. E fez um gesto querendo dizer: &#8220;como &eacute; que est&aacute; o seu cora&ccedil;&atilde;o?&#8221; O da padaria respondeu com outro gesto: &#8220;o meu cora&ccedil;&atilde;o &eacute; grande como o oceano..&#8221; &#8220;Ah&#8221;, entendeu o viajante, ele respondeu &#8220;grande como o oceano, o universo inteiro&#8221;. Universo inteiro significa dez dire&ccedil;&otilde;es, os pontos cardeais, e mais o meio, e em cima e em baixo. E fez outro gesto querendo dizer: &#8220;e para viver neste mundo, nas dez dire&ccedil;&otilde;es, como &eacute; que eu posso viver?&#8221; &#8220;S&atilde;o importantes&#8221;, respondeu, gesticulando, o monge da padaria, &#8220;os cinco preceitos: n&atilde;o matar, n&atilde;o roubar, etc.&#8221; O monge viajante fez outro gesto: &#8220;Ent&atilde;o, o que s&atilde;o os Tr&ecirc;s Tesouros, Buda, Dharma, e Sangha?&#8221; O dono da padaria respondeu, com gestos: &#8220;Est&aacute; muito perto de voc&ecirc;, n&atilde;o pode procurar longe. Est&aacute; aqui&#8221;. Com esta resposta o monge viajante se assustou: &#8220;Ah, est&aacute; certo, ele &eacute; um grande monge&#8221;, pensou. E foi embora. Logo depois, o chefe da aldeia chegou e perguntou ao dono da padaria: &#8220;O que foi que aconteceu que aquele monge foi embora?&#8221; &#8220;O monge viajante era muito doido, n&atilde;o &eacute;?&#8221; perguntou o dono da padaria. &#8220;Em primeiro lugar perguntou, com gestos, pelo p&atilde;o da minha padaria. Por que &eacute; que era t&atilde;o pequeno. Eu respondi, com gestos, querendo dizer: N&atilde;o, &eacute; muito grande. Ele ent&atilde;o me perguntou: Quanto custa o p&atilde;o? Gesticulei qurendo dizer. Cinq&uuml;enta centavos. A&iacute; ele perguntou: Abaixa para trinta centavos? Eu respondi com gestos: De jeito nenhum. E ele foi embora&#8221;. <\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">&#9;Esta hist&oacute;ria &eacute; muito engra&ccedil;ada, mas &eacute; exatamente isto o que est&aacute; acontecendo no nosso mundo. Estamos vivendo dentro da nossa consci&ecirc;ncia. O monge viajante est&aacute; vivendo dentro das teorias budistas, do trreinamento etc., mas o dono da paria n&atilde;o, ele est&aacute; &eacute; preocupado com a qualidade do p&atilde;o, quanto &eacute; que ele vai ganhar. &Eacute; assim que cada um vive o seu mundo. Seu mundo significa aquilo que cada um est&aacute; depositando dentro de sua consci&ecirc;ncia. Cada um tem os seus Karmas, particulares e coletivos. Dentro de uma s&oacute; pessoa est&atilde;o mais de trinta bilh&otilde;es de anos passados e as experi&ecirc;ncias est&atilde;o depositadas como sementes. Estas sementes dependem de condi&ccedil;&otilde;es, e quando existem estas condi&ccedil;&otilde;es, elas brotam e a &aacute;rvore aparece.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">&#9;Por exemplo, o marido arrumou uma amante. Na sua esposa, uma senhora bonita, jovem, rica, inteligente e educada, surge um enorme ci&uacute;me e &oacute;dio. No primeiro momento ela pensa: &#8220;Que vergonha, dentro de mim havia esta consci&ecirc;ncia suja.&#8221; Mas logo depois aquele &oacute;dio j&aacute; tomou conta dela totalmente, ela j&aacute; est&aacute; dentro do estado de diabo. A&iacute;, a sua fisionomia muda imediatamente. O que eu estou querendo dizer &eacute; que a pessoa n&atilde;o sabe o que &eacute; que est&aacute; guardando dentro da sua subconsci&ecirc;ncia. Aparentemente, &eacute; uma pessoa rica e bonita, inteligente e culta, mas em condi&ccedil;&otilde;es adversas aquela semente de &oacute;dio pode brotar. A&iacute; o mundo muda.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">&#9;A consci&ecirc;ncia de Alaya tem tr&ecirc;s caracter&iacute;sticas: a primeira &eacute; depositar as experi&ecirc;ncias do passado. A segunda: com esse dep&oacute;sito o mundo da pessoa muda e a pessoa muda. Terceira e mais importante: com isso n&oacute;s nos enganamos pensando que a consci&ecirc;ncia de Alaya &eacute; um objeto do ego. Pensamos que &eacute; a subst&acirc;ncia do ego atrav&eacute;s da s&eacute;tima consci&ecirc;ncia, porque a Manas Vijnana &eacute; a id&eacute;ia do egocentrismo.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">&#9;A oitava consci&ecirc;ncia &eacute; a consci&ecirc;ncia de dep&oacute;sito, enquanto que a s&eacute;tima se chama consci&ecirc;ncia contaminada. Vivemos aqui e aquilo que j&aacute; est&aacute; depositado em nossa consci&ecirc;ncia nesse momento n&atilde;o pode ser alterado; n&atilde;o tem mais jeito. Mas o que eu registrar ou depositar na subconsci&ecirc;ncia nesse momento presente &eacute; de minha responsabilidade. A limita&ccedil;&atilde;o da percep&ccedil;&atilde;o do mundo depende da personalidade, cultura, educa&ccedil;&atilde;o, conhecimento, tradi&ccedil;&atilde;o ou ponto de vista de valores e preconceitos. A nossa percep&ccedil;&atilde;o est&aacute; limitada ao que recebemos, ou com que fomos criados.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">&#9;Dependendo do que eu depositar, o mundo externo come&ccedil;a a mudar. Com o que depositamos, &agrave;s vezes vemos o que n&atilde;o existe. Isto acontece quando, por exemplo, a estamos lendo o jornal. H&aacute; um tipo de prova para saber se voc&ecirc; est&aacute; velho ou n&atilde;o. Se, ao abrir o jornal, em primeiro lugar voc&ecirc; quer ver quem morreu, uma nota de falecimento ou uma coisa preta com uma cruz, dizendo: &#8220;Morreu com 78 anos&#8230;&#8221; &#8220;Eu tenho 77&#8221;, pensa o idoso que l&ecirc; o jornal. N&atilde;o somente os velhos morrem, mas os jovens n&atilde;o ligam para isso, a n&atilde;o ser que se trate de uma pessoa &iacute;ntima, um parente ou amigo que tenha morrido. Dependendo do nosso interesse ou experi&ecirc;ncia, come&ccedil;amos, portanto, a ver as coisas.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">&#9;A pessoa v&ecirc; coisas mas n&atilde;o as v&ecirc;. As coisas n&atilde;o existem mas &agrave;s vezes as vemos. &Eacute; algo que est&aacute; acontecendo constantemente. Por esta raz&atilde;o, quando os casais namoram e se casam pode dar confus&atilde;o. Por qu&ecirc;? Muito simples. O que eles viveram separadamente, o ambiente, a educa&ccedil;&atilde;o, os costumes de fam&iacute;lia, tudo &eacute; diferente. Para a esposa, a salada tem que ser aquela salada do papai e da mam&atilde;e, mas para o marido a salada tem que ser um tabule, aquela feita pelo tio &aacute;rabe ou russo. &#8220;Vamos preparar uma salada hoje &agrave; noite&#8221;, conbinam eles. &#8220;Claro, eu vou preparar&#8221;, diz a esposa. O marido se entusiasma mas quando v&ecirc; a salada que sua esposa fez, bem, a id&eacute;ia dele era totalmente outra. A&iacute; ele diz: &#8220;Ah, eu n&atilde;o quero isso&#8221;. &#8220;Mas eu fiz com todo o carinho,&#8221; diz a esposa. &#8220;Isto n&atilde;o &eacute; salada, &eacute; porcaria.&#8221; E a&iacute; come&ccedil;a a briga. Assim, vemos que a palavra &#8220;salada&#8221; tem no seu bojo uma armadilha. Cada um pensa na salada &agrave; sua maneira. Este &eacute; um limite das palavras humanas. Pelo menos podemos saber que cada um tem o seu limite de acordo com suas experi&ecirc;ncias. N&atilde;o &eacute; somente o meu ponto-de-vista que est&aacute; certo. Nem sou eu quem est&aacute; com a verdade; e nem sempre o outro &eacute; quem est&aacute; errado. Se a pessoa trocar de posi&ccedil;&atilde;o e pensar como outro est&aacute; pensando, vai entender as coisas imediatamente. O marido tem toda a raz&atilde;o. E ela, a esposa, tamb&eacute;m tem, &eacute; claro. S&atilde;o diferentes, mas d&aacute; para chegar a um acordo, sem brigar. Este &eacute; um dos pontos que o Yushiki [s&acirc;nsc. Vijna Matravada; &#8220;psicologia budista&#8221;] nos ensina.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">&#9;Cada um de n&oacute;s est&aacute; armazenando sua experi&ecirc;ncia e Karma, ou seja, cada um est&aacute; vivendo no mundo que ele pr&oacute;prio criou com este Karma que est&aacute; acumulando. Ent&atilde;o, voc&ecirc; pode achar que n&atilde;o tem jeito de mudar \u2014 mas tem. Neste momento, aquilo que voc&ecirc; est&aacute; observando, aquilo que voc&ecirc; est&aacute; estudando, o que est&aacute; pensando, &eacute; o que vai ser guardado, e com isso o mundo todo come&ccedil;a a mudar. Se realmente transformamos toda a nossa consci&ecirc;ncia em uma coisa pura, o mundo inteiro muda totalmente.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">&#9;A oitava consci&ecirc;ncia tem tr&ecirc;s nomes: Alaya, Vipaka, Adana, mas depende do estado em que a pessoa estiver operando dentro dela. Alaya &eacute; o primeiro nome da oitava consci&ecirc;ncia. Indica aquele estado em que se est&aacute; ainda apegado ou impressionado, com a s&eacute;tima consci&ecirc;ncia, a da identidade do ego, a Manas Vijnana ou o egocentrismo. Por isso, at&eacute; chegar ao estado do Bodhisattva, a id&eacute;ia de ego prossegue como lembran&ccedil;a porque n&atilde;o entrou profundamente ainda na oitava consci&ecirc;ncia, ainda h&aacute; lembran&ccedil;as dele na s&eacute;tima consci&ecirc;ncia. <\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">&#9;Em segundo lugar a Vipaka. Este estado significa que as coisas, ruins ou boas, s&atilde;o depositadas dentro da oitava consci&ecirc;ncia. Mas enquanto est&atilde;o guardadas dentro da oitava consci&ecirc;ncia de Alaya s&atilde;o neutras. Esta semente n&atilde;o &eacute; boa nem m&aacute;; ela &eacute; neutra. Havendo condi&ccedil;&otilde;es ela brota e a&iacute; pode dar a vis&atilde;o boa ou m&aacute;.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">&#9;A boa semente guardada &eacute; neutra, mas quando brota faz coisas boas. Isto quer dizer duas coisas. Mesmo que a pessoa esteja fazendo coisas boas, n&atilde;o precisa ficar vaidosa, porque na verdade a a&ccedil;&atilde;o &eacute; neutra. Mesmo fazendo coisas ruins, tamb&eacute;m a a&ccedil;&atilde;o &eacute; neutra, o que significa que ainda h&aacute; possibilidade de melhorar. H&aacute; a possibilidade de salva&ccedil;&atilde;o. E assim, a semente m&aacute; e a semente boa podem se transformar em uma outra coisa. O processo de treinamento budista &eacute; isso, &eacute; como um gl&oacute;bulo branco combatendo as doen&ccedil;as e matando os micr&oacute;bios. Devemos trabalhar para a limpeza total, para a ilumina&ccedil;&atilde;o completa do ego, pois a&iacute; o mundo inteiro fica totalmente puro e perfeito e o exterior tamb&eacute;m fica totalmente totalmente puro e limpo. Esta consci&ecirc;ncia se chama Adana, e j&aacute; &eacute; o estado de Buda. Chegou-se ao estado de Buda e Adana &eacute; o terceiro nome da oitava consci&ecirc;ncia. Muita gente fica preocupada em ganhar a Ilumina&ccedil;&atilde;o e isto soa como uma brincadeira, n&atilde;o &eacute;? O treinamento n&atilde;o &eacute; isto. N&atilde;o &eacute; t&atilde;o f&aacute;cil assim. Tem de trabalhar bem dentro de n&oacute;s.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">&#9;A pessoa vive neste mundo sem saber o que faz. Jesus Cristo disse: &#8220;Pai, perdoai-os porque eles n&atilde;o sabem o que fazem.&#8221; Sempre existe a preocupa&ccedil;&atilde;o com algu&eacute;m que est&aacute; fazendo coisas ruins. Alguns reclamam, mas a pessoa quando n&atilde;o sabe o que est&aacute; fazendo n&atilde;o sabe se est&aacute; fazendo o mal ou n&atilde;o. Ela n&atilde;o deve ser culpada. Tudo bem, ela pode n&atilde;o ser culpada, mas o Karma est&aacute; criado e a responsabilidade &eacute; inteiramente da pessoa.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">&#9;A ignor&acirc;ncia &eacute; isso: &eacute; n&atilde;o saber as coisas.<\/p>\n<\/div>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<hr \/>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto de Ryotan Tokuda Igarashiextra\u00eddo do livro &#8220;Psicologia Budista&#8221;Enviado por Emerson Ricardo Zamprogno &#9;A aula de hoje ser&aacute; sobre a consci&ecirc;ncia de Manas e a consci&ecirc;ncia de Alaya. Com a no&ccedil;&atilde;o de subconsci&ecirc;ncia, os budistas descobriram conjuntamente as consci&ecirc;ncias de &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/manas-e-alaya\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6769,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25,40],"tags":[16],"class_list":["post-6767","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mestres","category-zen","tag-thich-nhat-hanh"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6767","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6767"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6767\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6776,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6767\/revisions\/6776"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6769"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6767"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6767"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6767"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}