{"id":6880,"date":"2020-07-09T14:36:26","date_gmt":"2020-07-09T16:36:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=6880"},"modified":"2020-07-09T14:36:26","modified_gmt":"2020-07-09T16:36:26","slug":"jornada-no-agora","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/jornada-no-agora\/","title":{"rendered":"Jornada no Agora"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\">\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Steve-Hagen.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Steve-Hagen-300x249.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"249\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3358\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Steve-Hagen-300x249.jpg 300w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Steve-Hagen-768x637.jpg 768w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Steve-Hagen-362x300.jpg 362w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Steve-Hagen.jpg 867w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><i><b><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/steve-hagen\/\">Steve Hagen<\/a><\/b><br \/>Do livro \u201cBudismo claro e simples\u201d<\/i><\/div>\n<hr \/>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">O homem conhecido por n&oacute;s como Buda viveu no norte da &Iacute;ndia (atual Nepal) no s&eacute;culo VI a.C. Originariamente chamado de Gautama, ele foi o &uacute;nico filho de um rei abastado que governou um pa&iacute;s pequeno. Quando menino e adolescente, Gautama teve uma exist&ecirc;ncia cheia de mimos e protegida no pal&aacute;cio do pai. Este assegurou-se de que Gautama recebesse o melhor de tudo: as melhores roupas, a melhor educa&ccedil;&atilde;o e bastantes servos para fazer suas vontades.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Na realidade, a vida de Gautama era t&atilde;o protegida que ele nada sabia sobre doen&ccedil;a, morte nem sofrimento humano, at&eacute; o dia em que, quando jovem adulto, ouviu falar da morte de um servo. Pela primeira vez, de repente, ele deparou com a realidade de que a vida humana inevitavelmente traz a doen&ccedil;a, a velhice e a morte. Ele viu-se incapaz de negar ou p&ocirc;r de lado esse conhecimento rec&eacute;m-descoberto, que logo come&ccedil;ou a perturb&aacute;-lo cada vez mais. Qual era o valor da vida humana, ele perguntava a si mesmo, se era t&atilde;o passageira, incerta e cheia de sofrimento<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">A pergunta o assombrou at&eacute; que ele j&aacute; n&atilde;o p&ocirc;de desfrutar dos prazeres passageiros de sua vida de luxo. Ele decidiu deixar a casa da sua fam&iacute;lia e renunciar &agrave; chance de se tornar rei, pois ele passara a ver o poder e a riqueza como um verniz que encobria uma vida que tinha a tristeza e a perda em seus fundamentos. Escolheu em vez disso dedicar o seu tempo e energia a descobrir um modo de se desembara&ccedil;ar do desespero universal que parecia formar a pr&oacute;pria base da exist&ecirc;ncia humana.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Durante seis anos ele vagou pelo vale do Rio Ganges, enquanto aprendia os v&aacute;rios sistemas e pr&aacute;ticas dos grandes mestres religiosos de sua &eacute;poca. Embora fosse um disc&iacute;pulo aplicado que depressa dominava tudo o que lhe era ensinado, nada descobriu nessas doutrinas e pr&aacute;ticas que o satisfizesse, nada que dissipasse a profunda tristeza que lhe enchia o cora&ccedil;&atilde;o e a mente. Assim, deixou os mestres e seguiu seu pr&oacute;prio caminho.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">E ent&atilde;o, enquanto estava sentado sob uma &aacute;rvore, Gautama conheceu a ilumina&ccedil;&atilde;o. Por fim, ele compreendeu inteiramente o problema humano, sua origem, suas ramifica&ccedil;&otilde;es e sua solu&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Dali em diante, ele passou a ser conhecido como o Buda, que quer dizer &quot;o que despertou\u2019. Durante os 45 anos seguintes, ele ensinou o caminho da ilumina&ccedil;&atilde;o para homens e mulheres, nobres e camponeses, instru&iacute;dos e analfabetos, os homens bons e os ign&oacute;beis, sem fazer a menor distin&ccedil;&atilde;o entre eles. Sua doutrina da liberta&ccedil;&atilde;o do sofrimento humano e do desespero &eacute; universal, e at&eacute; hoje permanece acess&iacute;vel a qualquer um que a examine, entenda e a ponha &agrave; prova.<\/p>\n<hr ALIGN=\"center\" WIDTH=\"18%\" SIZE=1\/>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Certo dia, logo depois da ilumina&ccedil;&atilde;o do Buda, um homem o viu caminhando na sua dire&ccedil;&atilde;o. O homem n&atilde;o ouvira falar do Buda, mas p&ocirc;de ver que havia algo diferente ria pessoa que estava se aproximando, de modo que ele se viu tentado a perguntar: &quot;O senhor &eacute; um deus?&quot;<br \/>O Buda respondeu: &quot;N&atilde;o.&quot;<br \/>\n&quot;Um m&aacute;gico, ent&atilde;o? Um feiticeiro? Um bruxo?&quot; &quot;N&atilde;o.<br \/>\n&quot;Algum tipo de ser celestial? Um anjo, talvez?&quot; Novamente o Buda disse: &quot;N&atilde;o.&quot;<br \/>\n&quot;Bem, o que o senhor &eacute; ent&atilde;o?&quot;<br \/>\nO&#9;Buda respondeu: &quot;Estou desperto.&quot;<\/p>\n<hr \/>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">O Buda nunca se considerou diferente de um ser humano s&oacute; algu&eacute;m completamente desperto. Ele nunca reivindicou para si o <i>status <\/i>de um deus, nem de ser inspirado por Deus, nem de ter acesso a nenhum poder oculto ou sobrenatural. Ele atribu&iacute;a sua compreens&atilde;o e entendimento somente ao empenho e &agrave; capacidade humana.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Chamamos Gautama &quot;o Buda\u2019, mas muitos outros budas, muitos outros seres humanos despertos, existem e existiram. E todo buda \u2014 passado, presente e futuro \u2014 &eacute; um ser humano, n&atilde;o um deus.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Buda n&atilde;o &eacute; algu&eacute;m a quem voc&ecirc; reza, ou de quem tenta conseguir algo. Tampouco um buda &eacute; algu&eacute;m a quem voc&ecirc; se curva. Um buda simplesmente &eacute; uma pessoa que est&aacute; acordada \u2014 nada mais nada menos.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">O Budismo n&atilde;o &eacute; um sistema de cren&ccedil;a. N&atilde;o versa sobre aceitar certas doutrinas nem acreditar num conjunto de reivindica&ccedil;&otilde;es ou princ&iacute;pios. Na realidade, &eacute; exatamente o oposto. Ele versa sobre examinar clara e cuidadosamente o mundo, sobre testar todas as coisas e cada id&eacute;ia. O Budismo &eacute; sobre <i>ver <\/i>Conhecer em vez de acreditar ou esperar ou querer. Tamb&eacute;m &eacute; sobre n&atilde;o ter medo de examinar qualquer coisa e todas as coisas, incluindo as nossas pr&oacute;prias atividades.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Seja como for, precisamos examinar a pr&oacute;pria doutrina do Buda. Este convidava as pessoas, em todas as ocasi&otilde;es, a test&aacute;-lo. &quot;N&atilde;o acredite em mim porque voc&ecirc; me v&ecirc; como o seu mestre&quot;, ele disse. &quot;N&atilde;o acredite em mim porque os outros acreditam. E n&atilde;o acredite em nada pelo fato de o ter lido num livro. N&atilde;o deposite sua f&eacute; em relatos, na tradi&ccedil;&atilde;o, em boatos, nem na autoridade de l&iacute;deres religiosos ou de textos. N&atilde;o confie na simples l&oacute;gica, nem na infer&ecirc;ncia, nem nas apar&ecirc;ncias, nem na especula&ccedil;&atilde;o.&quot;<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">O Buda enfatizou repetidamente a impossibilidade de algum dia chegar &agrave; Verdade desistindo de sua pr&oacute;pria autoridade e seguindo a opini&atilde;o dos outros. Esse caminho s&oacute; conduzir&aacute; a uma opini&atilde;o, sua ou de outra pessoa.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">O Buda encorajava as pessoas a saber por voc&ecirc;s mesmas que certas coisas s&atilde;o nocivas e erradas. E quando voc&ecirc;s fizerem isso, ent&atilde;o desistir&atilde;o delas. E quando souberem por si mesmas que certas coisas s&atilde;o saud&aacute;veis e boas, ent&atilde;o as aceitar&atilde;o e seguir&atilde;o.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">A mensagem &eacute; sempre examinar e <i>ver <\/i>por si mesmo. Quando voc&ecirc; <i>vir <\/i>por si mesmo o que &eacute; verdadeiro \u2014 e esse &eacute; realmente o &uacute;nico modo pelo qual voc&ecirc; pode conhecer genuinamente qualquer coisa \u2014 quando isso acontecer, aceite\u2014o. At&eacute; ai, apenas deixe de lado o julgamento e a critica.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">O&#9;ponto central do Budismo <i>&eacute; apenas ver. <\/i>Isso &eacute; tudo.<\/p>\n<hr \/>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">N&atilde;o podemos abordar o Budismo, nem come&ccedil;ar qualquer real investiga&ccedil;&atilde;o sobre a Verdade, com alguma suposi&ccedil;&atilde;o ou cren&ccedil;a de qualquer tipo. Devemos estar dispostos a ver as coisas como s&atilde;o, em lugar de v&ecirc;-las como esperamos e queremos que elas sejam.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Portanto, o Budismo aut&ecirc;ntico come&ccedil;a com o fato. Come&ccedil;a com a percep&ccedil;&atilde;o \u2014 com a experi&ecirc;ncia direta.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">O Budismo verdadeiro realmente n&atilde;o &eacute; um &quot;ismo&quot;. &Eacute; um processo, uma consci&ecirc;ncia, uma abertura, um esp&iacute;rito de investiga&ccedil;&atilde;o \u2014 n&atilde;o um sistema de cren&ccedil;a, nem mesmo (como normalmente o entendemos) uma religi&atilde;o. E mais exato cham&aacute;-lo de &quot;a doutrina dos despertos\u2019, ou o <i>budadharma. <\/i>Como a &ecirc;nfase deste livro est&aacute; na doutrina dos despertos e n&atilde;o em nenhuma apresenta&ccedil;&atilde;o sect&aacute;ria, daqui em diante usarei comumente o termo buda-dharma&quot; em lugar de &quot;Budismo<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">A doutrina do Buda n&atilde;o leva muito a s&eacute;rio o que &eacute; escrito. Os escritos budistas (inclusive este livro) podem ser comparados a uma balsa. Unia balsa &eacute; uma coisa muito &uacute;til para transport&aacute;-lo sobre a &aacute;gua, de uma margem a outra; mas, uma vez que voc&ecirc; tenha chegado &agrave; outra margem, voc&ecirc; j&aacute; n&atilde;o precisa da balsa. Realmente, se voc&ecirc; quiser continuar sua viagem al&eacute;m da margem, voc&ecirc; deve deixar para tr&aacute;s a balsa.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Nosso problema &eacute; que tendemos a nos apaixonar pela balsa. Em pouco tempo, pensamos: &quot;Essa foi uma balsa muito boa, serviu-me bem. Quero conserv&aacute;-la em meu poder e lev&aacute;-la comigo para continuar a minha viagem. Mas se conservarmos em nosso poder as doutrinas budistas \u2014 ou quaisquer doutrinas \u2014 no final das contas elas se tornar&atilde;o um obst&aacute;culo. As doutrinas budistas e os escritos podem ajud&aacute;-lo, mas voc&ecirc; n&atilde;o achar&aacute; a Verdade neles, como se a Verdade de alguma maneira estivesse nas palavras do Buda. Nenhuma palavra \u2014 do Buda, minha ou de algu&eacute;m mais \u2014 pode <i>ver <\/i>por voc&ecirc;. Voc&ecirc; deve fazer isso por si mesmo, como o Buda fez enquanto estava sentado debaixo de uma &aacute;rvore h&aacute; centenas de gera&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">As palavras do Buda tamb&eacute;m podem ser comparadas a um dedo que aponta para a lua Seus ensinamentos podem indicar a Verdade, mas eles n&atilde;o podem <i>ser <\/i>a Verdade. Budas \u2014 pessoas que est&atilde;o despertas \u2014 s&oacute; podem apontar o caminho.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">N&atilde;o podemos apreender a Verdade com palavras. S&oacute; a podemos <i>ver, <\/i>ter a experi&ecirc;ncia dela, por n&oacute;s mesmos.<\/p>\n<hr \/>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Se voc&ecirc; apontar a Lua para um gato, ele provavelmente n&atilde;o olhar&aacute; para o c&eacute;u; ele cheirar&aacute; o seu dedo. De modo semelhante, &eacute; f&aacute;cil para n&oacute;s ficar fascinados por uma doutrina particular, ou um mestre, por um livro, por um sistema, por uma cultura, ou por um ritual. Mas o buda-dharma\u2014 a doutrina dos despertos \u2014 nos leva a nos concentrar n&atilde;o no dedo que aponta, mas na experi&ecirc;ncia da pr&oacute;pria Verdade.<\/p>\n<hr \/>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">O Budismo &agrave;s vezes &eacute; chamado de religi&atilde;o n&atilde;o-hist&oacute;rica. Em outras palavras, ele n&atilde;o conta uma hist&oacute;ria da cria&ccedil;&atilde;o, nem especula sobre se estamos indo em dire&ccedil;&atilde;o a um c&eacute;u ou a uma vida ap&oacute;s a morte de nenhum tipo. Realmente, o buda-dharma n&atilde;o fala de origens nem de fins. Trata-se sobretudo de uma religi&atilde;o do meio; na realidade, &eacute; sempre chamada de caminho do meio.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">O buda-dharma o levaria a come&ccedil;ar com o que &eacute; dado na sua experi&ecirc;ncia direta. N&atilde;o lhe pedir&aacute; que aceite uma cren&ccedil;a, nem que tente responder por alguma coisa presumida ou imaginada. O buda-dharma n&atilde;o lhe pede que aceite explica&ccedil;&otilde;es particulares de como as coisas s&atilde;o. A Verdade n&atilde;o precisa de nenhuma explica&ccedil;&atilde;o. S&oacute; precisa ser <i>vista.<\/i><\/p>\n<hr \/>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">O Buda disse que a condi&ccedil;&atilde;o humana &eacute; como a de uma pessoa ferida com uma flecha. A situa&ccedil;&atilde;o &eacute; dolorosa e urgente; mas, em vez de conseguir ajuda imediata para a nossa afli&ccedil;&atilde;o, pedimos detalhes sobre o arco do qual a flecha foi disparada. Perguntamos quem fez a seta. Queremos saber sobre a apar&ecirc;ncia e a educa&ccedil;&atilde;o da pessoa que retesou o arco. Perguntamos por muitas coisas \u2014 inconseq&uuml;entes \u2014 enquanto negligenciamos o nosso problema mediato. Perguntamos pelas origens e pelos fins, mas deixamos esquecido o momento atual. N&oacute;s o deixamos esquecido mesmo que vivamos nele.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Devemos primeiro aprender como fazer a jornada no agora.<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Steve HagenDo livro \u201cBudismo claro e simples\u201d O homem conhecido por n&oacute;s como Buda viveu no norte da &Iacute;ndia (atual Nepal) no s&eacute;culo VI a.C. 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