{"id":715,"date":"2013-09-28T11:27:32","date_gmt":"2013-09-28T13:27:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.shunya.com.br\/shunya\/blog\/?p=715"},"modified":"2018-02-10T13:47:35","modified_gmt":"2018-02-10T15:47:35","slug":"tempo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/tempo\/","title":{"rendered":"Tempo"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?attachment_id=1456\" rel=\"attachment wp-att-1456\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/tempo.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"168\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1456\" \/><\/a><\/p>\n<p>O passado \u00e9 impercept\u00edvel, o futuro \u00e9 impercept\u00edvel e o presente \u00e9 impercept\u00edvel&#8230;<br \/>\nSutras of the Mother, traduzido para o ingl\u00eas por Ari Goldfield<\/p>\n<p>Se olhar para a sua experi\u00eancia do ponto de vista do tempo, voc\u00ea pode dizer que as mesas, os copos de \u00e1gua e assim por diante realmente existem no tempo, mas somente de uma perspectiva relativa. A maioria das pessoas tende a pen\u00acsar no tempo em termos de passado, presente e futuro. \u201cFui a uma reuni\u00e3o entediante&#8221;. \u201cEstou em uma reuni\u00e3o entediante\u201d. \u201cPreciso ir a uma reuni\u00e3o entediante\u201d. \u201cAlimentei meus filhos hoje de manh\u00e3\u201d. \u201cEstou servindo o almo\u00e7o para meus filhos agora\u201d. \u201cAh, n\u00e3o! Preciso fazer o jantar para os meus filhos e a geladeira est\u00e1 vazia, ent\u00e3o preciso ir ao mercado assim que sair desta reuni\u00e3o entediante\u201d.<br \/>\nNa verdade, entretanto, quando pensa no passado, voc\u00ea est\u00e1 meramente recordando uma experi\u00eancia que j\u00e1 ocorreu. Voc\u00ea j\u00e1 saiu da reuni\u00e3o. Voc\u00ea j\u00e1 deu de comer a seus filhos. Voc\u00ea j\u00e1 fez suas compras. O passado \u00e9 como uma semente que foi queimada com fogo. Uma vez que queimou at\u00e9 se transformar em cinzas, n\u00e3o h\u00e1 mais semente. Ela n\u00e3o passa de uma mem\u00f3ria, um pensar mento que passa pela mente. O passado, em outras palavras, n\u00e3o \u00e9 nada al\u00e9m de uma id\u00e9ia.<br \/>\nDa mesma forma, o que as pessoas tendem a chamar de \u201cfuturo\u201d \u00e9 um aspecto do tempo que ainda n\u00e3o ocorreu. Voc\u00ea n\u00e3o falaria sobre uma \u00e1rvore que n\u00e3o foi plantada como se fosse um objeto s\u00f3lido e vivente porque n\u00e3o tem nenhum contexto para falar a respeito; ou n\u00e3o falaria sobre crian\u00e7as que ainda n\u00e3o foram concebidas da forma como falaria sobre pessoas com as quais convive aqui e agora. Ent\u00e3o, o futuro, tamb\u00e9m, \u00e9 s\u00f3 uma ideia, um pensamento que passa pela sua mente.<br \/>\nEnt\u00e3o, o que lhe resta como experi\u00eancia real? O presente.<br \/>\nMas como \u00e9 poss\u00edvel chegar a definir \u201co presente\u201d? Um ano \u00e9 feito de 12 meses. Cada dia de cada m\u00eas \u00e9 composto de 24 horas. Cada hora \u00e9 feita de 60 minutos; cada minuto \u00e9 composto de 60 segundos; e cada segundo \u00e9 composto de microssegundos ou nanossegundos. Voc\u00ea pode decompor o presente em parcelas cada vez menores, mas, entre o instante da experi\u00eancia presente e o instante que voc\u00ea identifica como \u201cagora\u201d, o momento j\u00e1 passou, n\u00e3o se trata mais do agora. Trata-se de ent\u00e3o.<br \/>\nO Buda, intuitivamente, compreendeu as limita\u00e7\u00f5es do conceito que um ser humano comum faz do tempo. Em um de seus ensinamentos, ele explicou que, de um ponto de vista relativo, a divis\u00e3o do tempo em per\u00edodos distintos de dura\u00e7\u00e3o, como uma hora, um dia, uma semana e assim por diante, pode ter certo grau de relev\u00e2ncia. Mas, de uma perspectiva absoluta, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma diferen\u00e7a entre um \u00fanico instante do tempo e um \u00e9on. Em um \u00e9on, pode haver um instante; em um instante, um \u00e9on. O relacionamento entre os dois per\u00edodos n\u00e3o tornaria o instante mais longo ou o \u00e9on mais breve.<br \/>\nEle ilustrou esse ponto com uma hist\u00f3ria sobre um jovem que abordou um grande mestre em busca de ensinamento profundo. O mestre concordou, mas sugeriu que o jovem tomasse uma x\u00edcara de ch\u00e1 antes. \u201cDepois disso\u201d, ele disse, \u201ceu lhe darei o ensinamento profundo que voc\u00ea busca\u201d.<br \/>\nEnt\u00e3o, o mestre serviu uma x\u00edcara de ch\u00e1 e, enquanto o estudante a levava \u00e0 boca, a x\u00edcara de ch\u00e1 se transformou em um vasto lago cercado de montanhas. Enquanto ele estava na beira do lago, admirando a beleza do cen\u00e1rio, uma garota chegou por tr\u00e1s e aproximou-se do lago para pegar \u00e1gua num balde. Para o jovem, foi amor \u00e0 primeira vista e, quando a garota olhou para o jovem parado na beira do lago, tamb\u00e9m se apaixonou por ele. O jovem a seguiu at\u00e9 a casa dela, onde morava com os pais idosos. Aos poucos, os pais da garota foram se afei\u00e7oando ao jovem, que tamb\u00e9m se afei\u00e7oou a eles e, mais tarde, eles concordaram que os dois jovens deveriam se casar.<br \/>\nDepois de tr\u00eas anos, o primeiro filho do casal nasceu \u2013 um menino. Alguns anos mais tarde, uma menina nasceu. As crian\u00e7as cresceram felizes e fortes at\u00e9 que um dia, aos 14 anos, o filho adoeceu. Nenhum dos rem\u00e9dios prescritos curou sua doen\u00e7a. Em um ano, ele estava morto.<br \/>\nPouco tempo depois, a filha do casal foi pegar lenha na floresta e, enquanto estava ocupada com seus afazeres, foi atacada e morta por um tigre. Incapaz de superar o desgosto de perder ambos os filhos, a esposa do jovem decidiu se afogar no lago. Enlouquecidos pela perda da filha e dos netos, os pais da garota pararam de comer e acabaram morrendo de fome. Tendo perdido esposa, filhos e sogros, o jovem come\u00e7ou a pensar que ele tamb\u00e9m deveria morrer. Ele andou at\u00e9 a beira do lago, determinado a se afogar.<br \/>\nQuando estava prestes a se jogar na \u00e1gua, contudo, ele subitamente se viu de volta \u00e0 casa do mestre, segurando a x\u00edcara de ch\u00e1 em seus l\u00e1bios. Apesar de ter vivido uma vida inteira, s\u00f3 um instante se passara; a x\u00edcara ainda estava aquecida em suas m\u00e3os e o ch\u00e1 ainda estava quente.<br \/>\nEle olhou para o professor, que fez um gesto afirmativo com a cabe\u00e7a, dizendo: \u201cAgora voc\u00ea percebe. Todos os fen\u00f4menos prov\u00eam da mente, que \u00e9 a vacuidade. Eles n\u00e3o existem de verdade exceto na mente, mas eles n\u00e3o s\u00e3o o nada. Este \u00e9 o seu ensinamento profundo\u201d.<br \/>\nDo ponto de vista de um budista, a ess\u00eancia do tempo, como a ess\u00eancia do espa\u00e7o e os objetos que se movimentam no espa\u00e7o, \u00e9 a vacuidade. Em determinado ponto, qualquer tentativa de analisar o tempo ou o espa\u00e7o em termos de intervalos cada vez menores finalmente se desfaz. Voc\u00ea pode fazer uma experi\u00eancia com sua percep\u00e7\u00e3o do tempo por meio da medita\u00e7\u00e3o, tentando olhar para ele em parcelas cada vez menores. Voc\u00ea pode tentar analisar o tempo dessa forma at\u00e9 atingir um ponto no qual n\u00e3o conseguir\u00e1 nomear ou definir mais nada. Quando atingir esse ponto, voc\u00ea entra em uma experi\u00eancia que est\u00e1 al\u00e9m das palavras, das id\u00e9ias e dos conceitos.<br \/>\n\u201cAl\u00e9m das id\u00e9ias e dos conceitos\u201d n\u00e3o significa que sua mente fica t\u00e3o vazia quanto uma casca de ovo ou t\u00e3o insens\u00edvel quanto uma pedra. A verdade, o que ocorre \u00e9 o oposto. Sua mente se torna mais ampla e aberta. Voc\u00ea ainda pode perceber os sujeitos e objetos, mas de uma forma mais ilus\u00f3ria: voc\u00ea os reconhece como conceitos, n\u00e3o como entidades inerente ou objetivamente reais.<br \/>\nConversei com v\u00e1rios cientistas e indaguei se id\u00e9ias paralelas \u00e0 vis\u00e3o budista do tempo e do espa\u00e7o poderiam ser encontradas entre as teorias e descobertas modernas. Apesar de muitas id\u00e9ias serem sugeridas, nada parecia se encaixar exatamente at\u00e9 que fui apresentado \u00e0 teoria da gravidade qu\u00e2ntica, uma an\u00e1lise da natureza fundamental do espa\u00e7o e do tempo que explora quest\u00f5es b\u00e1sicas como \u201cDo que s\u00e3o feitos o espa\u00e7o e o tempo?\u201d, \u201cEles existem absolutamente ou emergem de algo mais fundamenta?\u201d, \u201cQual \u00e9 a apar\u00eancia do espa\u00e7o e do tempo em escalas muito pequenas?\u201d, \u201cH\u00e1 uma menor unidade poss\u00edvel de tempo ou espa\u00e7o?\u201d.<br \/>\nComo me foi explicado, na maioria dos ramos da f\u00edsica, o espa\u00e7o e o tempo s\u00e3o tratados como se fossem infinitos, uniforme e perfeitamente regulares: um pano de fundo est\u00e1tico por meio do qual os objetos se movimentam e os eventos ocorrem. Trata-se de uma suposi\u00e7\u00e3o muito pr\u00e1tica para examinar a nature\u00acza e as propriedades tanto de grandes corpos de mat\u00e9ria quanto de part\u00edculas subat\u00f4micas. Mas, quando se trata de analisar o pr\u00f3prio tempo e espa\u00e7o, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito diferente.<br \/>\nNo n\u00edvel ela percep\u00e7\u00e3o humana comum, o mundo parece pungente, claro e s\u00f3lido. Uma prancha de madeira sustentada por quatro pernas parece, no n\u00edvel da percep\u00e7\u00e3o comum, ser obviamente uma mesa. Um objeto de forma cil\u00edndrica com um fundo achatado e a parte de cima aberta parece obviamente ser um copo. Ou, se tiver uma asa, podemos cham\u00e1-lo de x\u00edcara.<br \/>\nAgora, imagine olhar para um objeto material por um microsc\u00f3pio. \u00c9 razo\u00e1vel que voc\u00ea espere que, ao aumentar gradualmente o n\u00edvel de amplia\u00e7\u00e3o do microsc\u00f3pio, tenha uma imagem mais clara e n\u00edtida da estrutura fundamental do objeto. Na verdade, \u00e9 o oposto que ocorre. \u00c0 medida que nos aproximamos de uma amplia\u00e7\u00e3o em que somos capazes de enxergar os \u00e1tomos individuais, o mundo come\u00e7a a parecer cada vez mais \u201cindistinto\u201d e deixamos para tr\u00e1s a maioria das regras da f\u00edsica cl\u00e1ssica. Esse \u00e9 o dom\u00ednio da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica, no qual, como descrito anteriormente, as part\u00edculas subat\u00f4micas se deslocam nervosamente de todas as formas poss\u00edveis e aparecem e desaparecem com freq\u00fc\u00eancia cada vez maior.<br \/>\nSe continuarmos a aumentar a amplia\u00e7\u00e3o para enxergar objetos cada vez menores, acabamos descobrindo que o pr\u00f3prio espa\u00e7o e tempo come\u00e7am a se mover nervosamente \u2013 o espa\u00e7o em si desenvolve min\u00fasculas curvas e dobras que aparecem e desaparecem com rapidez inimagin\u00e1vel. Isso acontece em es\u00accalas extremamente pequenas \u2013 t\u00e3o pequenas em compara\u00e7\u00e3o com um \u00e1tomo quanto um \u00e1tomo \u00e9 comparado com o sistema solar. Esse estado foi chamado pelos f\u00edsicos de \u201cespuma de espa\u00e7o-tempo\u201d. Pense na espuma de um creme de barbear, que parece uniforme a dist\u00e2ncia, mas ao olhar de perto vemos que \u00e9 composta de milh\u00f5es de min\u00fasculas bolhas.<br \/>\nTalvez uma analogia ainda melhor para esse estado seja a \u00e1gua fervente. Em dist\u00e2ncias e em escalas de tempo ainda menores, a \u00e1gua ferve at\u00e9 sumir, e o espa\u00e7o e o tempo em si perdem o significado. Nesse ponto, a pr\u00f3pria f\u00edsica co\u00acme\u00e7a a se perturbar, porque o estudo da mat\u00e9ria, da energia e do movimento e a forma como eles se relacionam uns com os outros n\u00e3o podem ser ao menos formulados sem uma refer\u00eancia ao tempo. Aqui, os f\u00edsicos admitem que n\u00e3o t\u00eam id\u00e9ia de como descrever o que resta. Trata-se de um estado que literal\u00acmente inclui todas as possibilidades, al\u00e9m do espa\u00e7o e do tempo.<br \/>\nDa perspectiva budista, a descri\u00e7\u00e3o da realidade proporcionada pela mec\u00e2nica qu\u00e2ntica oferece um grau de liberdade com o qual a maioria das pessoas n\u00e3o est\u00e1 acostumada e que pode a princ\u00edpio parecer estranho e at\u00e9 um pouco assustador. Apesar dos ocidentais em particular valorizarem muito a capacidade para a liberdade, a no\u00e7\u00e3o de que a simples observa\u00e7\u00e3o de um evento pode influenciar o resultado de formas aleat\u00f3rias e imprevis\u00edveis pode parecer responsabilidade de\u00acmais. \u00c9 muito mais f\u00e1cil assumir o papel de v\u00edtima e atribuir a responsabilidade ou a culpa pela nossa experi\u00eancia a alguma pessoa ou for\u00e7a fora de n\u00f3s mesmos. Entretanto, se levarmos a s\u00e9rio as descobertas da ci\u00eancia moderna, teremos de assumir a responsabilidade pela nossa experi\u00eancia momento a momento.<br \/>\nApesar disso abrir possibilidades que nunca poder\u00edamos ter imaginado, continua sendo dif\u00edcil renunciar ao h\u00e1bito familiar de ser uma v\u00edtima. Por outro lado, se come\u00e7armos a assumir a responsabilidade pela nossa experi\u00eancia, nos\u00acsas vidas se tornar\u00e3o uma esp\u00e9cie de parque de divers\u00f5es, oferecendo in\u00fameras possibilidades de aprendizado e inventividade. Nosso senso de limita\u00e7\u00e3o e vulnerabilidade pessoal gradualmente seria substitu\u00eddo por um senso de abertura e possibilidade. Ver\u00edamos as pessoas a nosso redor sob uma \u00f3tica completamente diferente \u2013 n\u00e3o como amea\u00e7a \u00e0 nossa seguran\u00e7a ou felicidade pessoais, mas como pessoas que meramente ignoram as infinitas possibilidades de sua pr\u00f3pria natureza. Como nossa pr\u00f3pria natureza \u00e9 livre de distin\u00e7\u00f5es arbitr\u00e1rias no sentido de ser \u201cassim\u201d ou \u201cassado\u201d ou de ter algumas capacidades e n\u00e3o ter outras, ser\u00edamos capazes de reagir a qualquer situa\u00e7\u00e3o.<\/p><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O passado \u00e9 impercept\u00edvel, o futuro \u00e9 impercept\u00edvel e o presente \u00e9 impercept\u00edvel&#8230; Sutras of the Mother, traduzido para o ingl\u00eas por Ari Goldfield Se olhar para a sua experi\u00eancia do ponto de vista do tempo, voc\u00ea pode dizer que &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/tempo\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1456,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-715","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-flavio"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/715","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=715"}],"version-history":[{"count":5,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/715\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1457,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/715\/revisions\/1457"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1456"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=715"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=715"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=715"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}