{"id":754,"date":"2013-11-06T23:59:31","date_gmt":"2013-11-07T01:59:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.shunya.com.br\/shunya\/blog\/?p=754"},"modified":"2018-02-10T13:44:58","modified_gmt":"2018-02-10T15:44:58","slug":"754","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/754\/","title":{"rendered":"O Objetivo dos Ensinamentos"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?attachment_id=127\" rel=\"attachment wp-att-127\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/AHH21-1024x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"584\" height=\"584\" class=\"aligncenter size-large wp-image-127\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/AHH21-1024x1024.jpg 1024w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/AHH21-150x150.jpg 150w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/AHH21-300x300.jpg 300w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/AHH21-299x300.jpg 299w\" sizes=\"auto, (max-width: 584px) 100vw, 584px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Ch\u00f6gyal Namkhai Norbu<\/strong><\/p>\n<p>Algu\u00e9m que come\u00e7a a desenvolver um interesse pelos ensinamentos pode tender a se distanciar da realidade das coisas materiais, como se os ensinamentos fossem alguma coisa completamente separada da vida di\u00e1ria. Muitas vezes, na base de tudo isto, h\u00e1 uma atitude de abandonar e fugir dos pr\u00f3prios problemas, com a ilus\u00e3o de que ser\u00e1 poss\u00edvel encontrar algo que vai milagrosamente ajudar a transcender tudo aquilo. Mas os ensinamentos s\u00e3o baseados no princ\u00edpio de nossa condi\u00e7\u00e3o humana real. Temos um corpo f\u00edsico com todos os seus v\u00e1rios limites: a cada dia, temos que comer, trabalhar, descansar etc. Esta \u00e9 a nossa realidade e n\u00e3o podemos ignor\u00e1-la.<\/p>\n<p>Os ensinamentos Dzogchen n\u00e3o s\u00e3o nem uma filosofia, nem uma doutrina religiosa, nem uma tradi\u00e7\u00e3o cultural. Compreender a mensagem dos ensinamentos significa descobrir a pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o, despida de todas as auto-decep\u00e7\u00f5es e falsifica\u00e7\u00f5es que a mente cria. O pr\u00f3prio significado do termo tibetano Dzogchen, \u201cGrande Perfei\u00e7\u00e3o\u201d, se refere ao verdadeiro estado primordial de cada indiv\u00edduo, e n\u00e3o a qualquer realidade transcendente.<\/p>\n<p>Muitos caminhos espirituais t\u00eam como sua base o princ\u00edpio da compaix\u00e3o, de beneficiar os outros. Na tradi\u00e7\u00e3o budista Mahayana, por exemplo, a compaix\u00e3o \u00e9 um dos pontos fundamentais da pr\u00e1tica, junto com o conhecimento da verdadeira natureza dos fen\u00f4menos, ou \u201cvacuidade\u201d. \u00c0s vezes, por\u00e9m, a compaix\u00e3o pode se tornar algo constru\u00eddo e provis\u00f3rio, porque n\u00e3o compreendemos o seu princ\u00edpio real. Uma compaix\u00e3o genu\u00edna, n\u00e3o artificial, s\u00f3 pode surgir depois de termos descoberto nossa pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o. Ao observar nossos limites, nossos condicionamentos, nossos conflitos etc., poderemos nos tornar verdadeiramente conscientes do sofrimento dos outros, e ent\u00e3o nossa experi\u00eancia poder\u00e1 se tornar a base ou modelo para sermos capazes de melhor entender e ajudar aqueles que est\u00e3o \u00e0 nossa volta.<\/p>\n<p>A \u00fanica fonte de qualquer tipo de benef\u00edcio para os seres \u00e9 a consci\u00eancia de nossa pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o. Quando sabemos como ajudar a n\u00f3s mesmos e como trabalhar com a nossa situa\u00e7\u00e3o, podemos realmente beneficiar os outros, e nosso sentimento de compaix\u00e3o vai surgir espontaneamente, sem a necessidade de nos mantermos dentro das regras de comportamento de certa doutrina religiosa.<\/p>\n<p>O que significa quando dizemos, \u201ctornar-se consciente de nossa pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o verdadeira?\u201d Significa observar a n\u00f3s mesmos, descobrir quem somos, quem acreditamos ser e qual \u00e9 a nossa atitude diante dos outros e da vida. Se observarmos apenas os limites, os julgamentos mentais, as paix\u00f5es, o orgulho, a inveja e os apegos com os quais nos fechamos no curso de um \u00fanico dia \u2014 de onde eles surgem, onde est\u00e3o eles enraizados? Sua \u00fanica fonte \u00e9 a nossa vis\u00e3o dualista e o nosso condicionamento. Para sermos capazes de ajudar tanto a n\u00f3s mesmos quanto os outros, precisamos superar todos os limites nos quais estamos fechados. Esta \u00e9 a verdadeira fun\u00e7\u00e3o dos ensinamentos.<\/p>\n<p>Todo tipo de ensinamento \u00e9 transmitido pela cultura e conhecimento dos seres humanos. Mas \u00e9 importante n\u00e3o confundir qualquer cultura ou tradi\u00e7\u00e3o com os ensinamentos em si, pois a ess\u00eancia dos ensinamentos \u00e9 o conhecimento da natureza do indiv\u00edduo. Qualquer cultura pode ser de grande valor porque ela \u00e9 o meio que permite que as pessoas recebam a mensagem do ensinamento, mas n\u00e3o o ensinamento em si. Vamos tomar o exemplo do budismo. Budha viveu na \u00cdndia e, para transmitir seu conhecimento, ele n\u00e3o criou uma nova forma de cultura, mas usou a cultura do povo indiano de seu tempo como a base para a comunica\u00e7\u00e3o. NoAbhidharmakosha, por exemplo, achamos conceitos e no\u00e7\u00f5es, tais como a descri\u00e7\u00e3o do Monte Meru e dos cinco continentes, que s\u00e3o t\u00edpicos da antiga cultura da \u00cdndia, e que n\u00e3o devem ser considerados de import\u00e2ncia fundamental para um entendimento do ensinamento de Budha em si. Podemos ver outro exemplo deste tipo de coisa na forma completamente nova que o budismo tomou no Tibet ap\u00f3s a sua integra\u00e7\u00e3o com a cultura ind\u00edgena tibetana. De fato, quando Padmasambhava introduziu o Vajrayana no Tibet, ele n\u00e3o abandonou as pr\u00e1ticas rituais usadas pela antiga tradi\u00e7\u00e3o b\u00f6n, mas apenas soube como us\u00e1-las, incorporando-as \u00e0s pr\u00e1ticas t\u00e2ntricas budistas.<\/p>\n<p>Se algu\u00e9m n\u00e3o souber como entender o verdadeiro significado de um ensinamento atrav\u00e9s de sua pr\u00f3pria cultura, \u00e9 poss\u00edvel criar uma confus\u00e3o entre a forma externa de uma tradi\u00e7\u00e3o religiosa e a ess\u00eancia de sua mensagem. Vamos tomar o exemplo de um ocidental interessado no budismo, que vai \u00e0 \u00cdndia para procurar um professor. L\u00e1 ele encontra um mestre tibetano tradicional que vive em um monast\u00e9rio isolado e que nada sabe a respeito da cultura ocidental. Quando tal mestre \u00e9 chamado para ensinar, ele vai seguir o m\u00e9todo com o qual est\u00e1 acostumado a usar para ensinar aos tibetanos. Mas o ocidental tem grandes dificuldades a superar, come\u00e7ando com o obst\u00e1culo do idioma. Talvez ele receba uma inicia\u00e7\u00e3o importante e vai ficar impressionado pela atmosfera especial, pela \u201cvibra\u00e7\u00e3o espiritual\u201d, mas n\u00e3o vai entender seu significado. Atra\u00eddo pela id\u00e9ia de um misticismo ex\u00f3tico, ele pode ficar por alguns meses no monast\u00e9rio, absorvendo alguns aspectos da cultura e dos costumes religiosos tibetanos. Quando voltar ao ocidente, ele estar\u00e1 convencido de que entendeu o budismo e se sentir\u00e1 diferente dos outros ao seu redor, apenas se comportando como um tibetano.<\/p>\n<p>Mas a verdade \u00e9 que, para um ocidental praticar um ensinamento que vem do Tibet, n\u00e3o h\u00e1 necessidade de que aquela pessoa se torne como um tibetano. Pelo contr\u00e1rio, para ele \u00e9 de import\u00e2ncia fundamental saber como integrar aquele ensinamento com a sua pr\u00f3pria cultura, para ser capaz de comunic\u00e1-lo, em sua forma essencial, a outros ocidentais. Mas, muitas vezes, quando as pessoas se aproximam de um ensinamento oriental, elas acreditam que sua cultura n\u00e3o tem nenhum valor. Esta atitude \u00e9 muito ruim porque cada cultura tem o seu valor, relacionado com o ambiente e circunst\u00e2ncias com os quais ela surgiu. Nenhuma cultura pode ser dita como sendo melhor que outra; ao inv\u00e9s disso, vai depender do indiv\u00edduo tirar maior ou menor vantagem de uma cultura em termos de desenvolvimento interior. Por esta raz\u00e3o, \u00e9 in\u00fatil transportar as regras e costumes para um ambiente cultural diferente daquele no qual se cresceu.<\/p>\n<p>Os h\u00e1bitos e o ambiente cultural de uma pessoa s\u00e3o importantes para que o indiv\u00edduo seja capaz de entender um ensinamento. Voc\u00ea n\u00e3o pode transmitir um estado de conhecimento usando exemplos que n\u00e3o s\u00e3o conhecidos pelo ouvinte. Se tsampa [farinha de cevada] com ch\u00e1 tibetano for oferecido a um ocidental, ele ou ela provavelmente n\u00e3o ter\u00e1 id\u00e9ia de como tom\u00e1-lo. Por outro lado, um tibetano que tem comido tsampa desde que era crian\u00e7a n\u00e3o ter\u00e1 aquele problema, e vai imediatamente misturar tsampa com o ch\u00e1 e tom\u00e1-lo. Do mesmo modo, se n\u00e3o se tiver um conhecimento da cultura pela qual o ensinamento \u00e9 transmitido, \u00e9 dif\u00edcil entender sua mensagem inicial. Este \u00e9 o valor de se conhecer uma cultura particular. Mas os ensinamentos envolvem um estado interior de conhecimento que n\u00e3o deve ser confundido com a cultura pela qual \u00e9 transmitida, ou por seus h\u00e1bitos, costumes, sistema pol\u00edtico e social, etc. Os seres humanos t\u00eam criado diferentes culturas em diferentes tempos e lugares, no entanto, sem se tornarem condicionados por suas formas externas.<\/p>\n<p>Por exemplo, aqueles que j\u00e1 t\u00eam certa familiaridade com a cultura tibetana podem pensar que, para praticarDzogchen, voc\u00ea deve se converter ao budismo ou ao b\u00f6n, porque o Dzogchen tem sido difundido por estas duas tradi\u00e7\u00f5es religiosas. Isto mostra o qu\u00e3o limitado \u00e9 o nosso modo de pensar. Se decidirmos seguir um ensinamento espiritual, estamos convencidos de que \u00e9 necess\u00e1rio mudar algo, tal como o modo de ser, vestir, de comer, de se comportar etc. Mas o Dzogchen n\u00e3o pede para se aderir a qualquer doutrina religiosa ou para entrar em uma ordem mon\u00e1stica, ou para aceitar cegamente os ensinamentos e se tornar um \u201cDzogchenista\u201d. Todas estas coisas podem, de fato, criar s\u00e9rios obst\u00e1culos ao verdadeiro conhecimento.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que as pessoas est\u00e3o t\u00e3o acostumadas a colocar r\u00f3tulos em tudo que s\u00e3o incapazes de compreender, qualquer coisa que n\u00e3o esteja dentro de seus limites. Deixe-me dar um exemplo pessoal. De vez em quando eu encontro um tibetano que n\u00e3o me conhece bem e que vai me fazer a pergunta, \u201cA qual escola voc\u00ea pertence?\u201d No Tibet, ao longo dos s\u00e9culos, surgiram quatro tradi\u00e7\u00f5es budistas principais, e se um tibetano ouve sobre um mestre, ele est\u00e1 convencido de que o mestre deve necessariamente pertencer a uma destas quatro escolas. Se eu responder que sou um praticante de Dzogchen, esta pessoa vai presumir que eu perten\u00e7o \u00e0 escolaNyingmapa, dentro da qual os textos Dzogchen foram preservados. Por outro lado, algumas pessoas, como realmente j\u00e1 aconteceu, sabendo que eu escrevi alguns livros sobre o b\u00f6n com o objetivo de reavaliar a cultura ind\u00edgena do Tibet, diriam que eu sou um b\u00f6npo. Mas o Dzogchen n\u00e3o \u00e9 uma escola ou seita, nem um sistema religioso. \u00c9 simplesmente um estado de conhecimento que os mestres t\u00eam transmitido al\u00e9m dos limites de qualquer seita ou tradi\u00e7\u00e3o mon\u00e1stica. Na linhagem dos ensinamentos Dzogchen, existiram mestres pertencentes a todas as classes sociais, incluindo fazendeiros, n\u00f4mades, nobres, monges e grandes figuras religiosas, de cada tradi\u00e7\u00e3o ou escola religiosa. O quinto Dalai Lama, por exemplo, enquanto mantinha perfeitamente as obriga\u00e7\u00f5es de sua elevada posi\u00e7\u00e3o religiosa e pol\u00edtica, foi um grande praticante do Dzogchen.<\/p>\n<p>Uma pessoa que est\u00e1 realmente interessada nos ensinamentos deve entender seu princ\u00edpio fundamental, sem deixar-se condicionar pelos limites de uma tradi\u00e7\u00e3o. As organiza\u00e7\u00f5es, institui\u00e7\u00f5es e hierarquias que existem em v\u00e1rias escolas muitas vezes se tornam fatores que nos condicionam, mas isto \u00e9 algo dif\u00edcil de percebermos. O verdadeiro valor dos ensinamentos est\u00e1 al\u00e9m de todas as superestruturas que as pessoas criam, e para descobrirmos se os ensinamentos s\u00e3o realmente algo vivo para n\u00f3s, apenas precisamos observar o quanto nos libertamos de todos os fatores que nos condicionam. \u00c0s vezes, podemos acreditar que entendemos os ensinamentos e que sabemos como aplic\u00e1-los, mas na pr\u00e1tica, ainda permanecemos condicionados pelas atitudes e princ\u00edpios doutrin\u00e1rios que est\u00e3o longe do verdadeiro conhecimento da nossa pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando um mestre ensina Dzogchen, ele ou ela est\u00e1 tentando transmitir um estado de conhecimento. O objetivo do mestre \u00e9 despertar o aluno, abrindo a consci\u00eancia do indiv\u00edduo para o estado primordial. O mestre nunca vai dizer, \u201cSigam minhas regras e obede\u00e7a meus preceitos!\u201d Ele vai dizer, \u201cAbra seu olho interior e observe a si mesmo. Pare de procurar uma lamparina externa para ilumin\u00e1-lo a partir de fora, mas acenda sua pr\u00f3pria lamparina interior. Assim, os ensinamentos ir\u00e3o viver em voc\u00ea, e voc\u00ea ir\u00e1 viver nos ensinamentos\u201d.<\/p>\n<p><em>Nascido no Tibet, em 1938, Ch\u00f6gyal Namkhai Norbu recebeu ensinamentos e inicia\u00e7\u00f5es de mestres de v\u00e1rias tradi\u00e7\u00f5es, particularmente de dois de seus tios que foram grandes praticantes de Dzogchen. Aos oito anos, ele come\u00e7ou sua educa\u00e7\u00e3o em filosofia budista. Ap\u00f3s completar seus estudos, em 1954, foi convidado a ensinar tibetano por dois anos em Chengdu, nas fronteiras da China com o Tibet, onde teve a oportunidade de encontrar Konkar Rinpoche (1903-1956). Retornando ao Tibet, ap\u00f3s um sonho premonit\u00f3rio, ele encontrou Rigdzin Changchub Dorje (1826-1961!), um grande mestre de Dzogchen e Tert\u00f6n, que vivia de maneira simples, como m\u00e9dico de uma pequena vila. Changchub Dorje lhe concedeu muitos ensinamentos e a transmiss\u00e3o do verdadeiro estado de conhecimendo do Dzogchen.<\/em><\/p>\n<p><em>Em 1958, Ch\u00f6gyal Namkhai Norbu foi \u00e0 \u00cdndia para estudar e visitar lugares sagrados. Devido \u00e0 invas\u00e3o chinesa, ele n\u00e3o p\u00f4de voltar ao Tibet e foi para o Sikkhim, onde viveu por dois anos. Em 1960, foi convidado a visitar a It\u00e1lia e a colaborar em projetos do Instituto de Estudos do M\u00e9dio e Extremo Oriente, em Roma. Desde 1964, ele tem ensinado tibetano e mongol no Instituto Oriental da Universidade de N\u00e1poles. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, Ch\u00f6gyal Namkhai Norbu tem feito um estudo profundo das origens da cultura tibetana e da tradi\u00e7\u00e3o b\u00f6n, a fonte das culturas de Shang-shung e do Tibet. Ele tem escrito muitos livros de extrema import\u00e2ncia para os pesquisadores da hist\u00f3ria e cultura tibetanas.<\/em><\/p>\n<p><em>Em 1976, ele come\u00e7ou a transmitir ensinamentos de Dzogchen, al\u00e9m de yantra-yoga, medicina e astrologia tibetanas. O texto abaixo \u00e9 um pequeno trecho do livro Dzogchen \u2014 The Self-perfected State, publicado pela Snow Lion em 1996.<\/em><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ch\u00f6gyal Namkhai Norbu Algu\u00e9m que come\u00e7a a desenvolver um interesse pelos ensinamentos pode tender a se distanciar da realidade das coisas materiais, como se os ensinamentos fossem alguma coisa completamente separada da vida di\u00e1ria. 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