{"id":988,"date":"2014-05-23T17:46:19","date_gmt":"2014-05-23T19:46:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.shunya.com.br\/shunya\/blog\/?p=988"},"modified":"2018-02-10T14:41:52","modified_gmt":"2018-02-10T16:41:52","slug":"comentarios-sobre-meditacao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/comentarios-sobre-meditacao\/","title":{"rendered":"Coment\u00e1rios sobre Medita\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.shunya.com.br\/shunya\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/032.jpg\" class=\"broken_link\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-991\" alt=\"032\" src=\"http:\/\/www.shunya.com.br\/shunya\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/032-300x201.jpg\" width=\"300\" height=\"201\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/032-300x201.jpg 300w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/032-1024x687.jpg 1024w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/032-446x300.jpg 446w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"center\"><i>Homens de tempos antigos disseram que: \u201cSe quiseres encontrar o Buda fazendo pr\u00e1ticas de intenso labor, isso tornar-se-\u00e1 aquilo<\/i> <i>que te prende ao ciclo de nascimento e morte\u201d.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><i>\u00a0<\/i><i><sub>Do livro: NADA A FAZER, N\u00c3O IR A LUGAR\u00a0 ALGUM de Thich Nhat Hanh<\/sub><\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"right\"><i><sup>\u00a0<\/sup><\/i><\/p>\n<p><i>Escreveu o mestre Sogyal Rinpoche<sup>1<\/sup>:<\/i><\/p>\n<h5 style=\"text-align: left;\" align=\"center\">\u201cO que, ent\u00e3o, devemos \u2018fazer\u2019 com a mente em medita\u00e7\u00e3o? Absolutamente nada. Deixe-a como est\u00e1. Um mestre descreveu a medita\u00e7\u00e3o como \u2018a mente suspensa no espa\u00e7o, em lugar nenhum\u2019.<\/h5>\n<p>O ditado \u00e9 famoso: \u201cSe a mente n\u00e3o \u00e9 fabricada, aparece espontaneamente imbu\u00edda de uma felicidade sublime, assim como a \u00e1gua que se mostra naturalmente transparente e l\u00edmpida quando n\u00e3o \u00e9 agitada\u201d. Com freq\u00fc\u00eancia comparo a mente em medita\u00e7\u00e3o com um jarro d\u2019\u00e1gua barrenta: quanto menos interfer\u00eancias ou agita\u00e7\u00e3o tiver, mais part\u00edculas de terra se depositam no fundo, permitindo que a claridade natural da \u00e1gua transpare\u00e7a. A pr\u00f3pria natureza da mente \u00e9 tal que se voc\u00ea a deixa em seu estado inalterado e natural, ela encontrar\u00e1 sua verdadeira natureza, que \u00e9 bem-aventuran\u00e7a e claridade.<\/p>\n<p>Tome cuidado, portanto, para n\u00e3o impor nem cobrar nada \u00e0 mente. Ao meditar, n\u00e3o deve haver qualquer esfor\u00e7o na dire\u00e7\u00e3o do controle, nem empenho em ser pac\u00edfico. N\u00e3o seja solene demais nem se sinta como se estivesse tomando parte num ritual especial; deixe de lado at\u00e9 a id\u00e9ia de que est\u00e1 meditando. Seu corpo e a sua respira\u00e7\u00e3o devem ser entregues a si mesmos. Pense em si pr\u00f3prio como o c\u00e9u, sustentando todo o universo\u201d.<\/p>\n<p><i><sup>Nota 1 &#8211; \u00a0\u00a0Texto do livro: O LIVRO TIBETANO DO VIVER E DO MORRER<\/sup><\/i><\/p>\n<p><i><sup>\u00a0<\/sup><\/i><\/p>\n<p><i>Escreveu Mingyur Rinpoche<sup>2<\/sup>: <\/i><\/p>\n<p>\u201cRepousar a mente em uma medita\u00e7\u00e3o <i>shine<\/i> <i>[shamata]<\/i> sem objeto: \u00e9 como se voc\u00ea tivesse acabado, naquele instante, um longo dia de trabalho. Simplesmente relaxe. Voc\u00ea n\u00e3o precisa bloquear seus pensamentos, as emo\u00e7\u00f5es ou as sensa\u00e7\u00f5es que surgirem, mas tamb\u00e9m n\u00e3o precisa segui-los. Somente repouse no presente aberto, limitando-se a permitir que o que tiver de acontecer aconte\u00e7a. Se os pensamentos ou as emo\u00e7\u00f5es surgirem, permita-se conscientizar-se deles. A medita\u00e7\u00e3o <i>shine<\/i> sem objeto, n\u00e3o significa deixar que sua mente vagueie sem objetivo, por fantasias mem\u00f3rias ou divaga\u00e7\u00f5es. Ainda h\u00e1 uma presen\u00e7a da mente que pode ser aproximadamente descrita como um centro de consci\u00eancia. Voc\u00ea pode n\u00e3o estar se fixando em algo especifico, mas ainda est\u00e1 consciente, ainda presente para o que acontece aqui e agora.<\/p>\n<p>Quando meditamos nesse estado sem objeto, estamos, na verdade, repousando a mente em sua clareza natural, inteiramente indiferentes \u00e0 passagem dos pensamentos e das emo\u00e7\u00f5es. Essa clareza natural \u2013 que est\u00e1 al\u00e9m de qualquer compreens\u00e3o dualista de sujeito e objeto \u2013 est\u00e1 sempre presente pra n\u00f3s da mesma forma que o espa\u00e7o est\u00e1 sempre presente\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA verdadeira natureza \u00e9 indivis\u00edvel. A clareza, como a vacuidade, \u00e9 infinita: ela n\u00e3o tem limites, n\u00e3o tem come\u00e7o nem fim. Quanto mais profundamente analisa\u00admos nossas mentes, menos poss\u00edvel se torna encontrar uma distin\u00e7\u00e3o clara en\u00adtre onde nossa pr\u00f3pria mente termina e onde a dos outros come\u00e7a.<\/p>\n<p>Quando isso come\u00e7a a acontecer, o senso de diferencia\u00e7\u00e3o entre o \u201ceu\u201d e o \u201coutro\u201d \u00e9 substitu\u00eddo por um senso mais sutil e fluido de identifica\u00e7\u00e3o com ou\u00adtros seres e com o mundo que nos cerca\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA natureza fundamental da mente \u00e9 chamada de <i>tathagatagarbha<\/i>, outras tradu\u00e7\u00f5es menos literais utilizam termos como <i>\u201cnatureza b\u00fadica\u201d,<\/i> \u201cverdadeira natureza\u201d, \u201cess\u00eancia iluminada\u201d, \u201cmente comum\u201d e at\u00e9 \u201cmente natural\u201d para descrever o <i>tathagatagarbha, <\/i>mas nenhum deles lan\u00e7a muita luz sobre o verdadeiro significado da palavra. Para efetivamente entender o <i>tathagatagarbha<\/i>, voc\u00ea precisa vivenci\u00e1-lo diretamente, o que, para a maioria de n\u00f3s, ocorre, em primeiro lugar, na forma de vislumbres r\u00e1pidos e espont\u00e2neos. Quando, finalmente, vivenciei meu primeiro vislumbre, percebi que tudo o que os textos budistas falam a respeito \u00e9 verdade\u201d.<\/p>\n<p><i><sup>Nota 2. &#8211; Textos de Yongey Mingyur Rinpoche do livro: \u201cA alegria de viver\u201d<\/sup><\/i><\/p>\n<p><i><sup>\u00a0<\/sup><\/i><i><sup>\u00a0<\/sup><\/i><\/p>\n<p>Quando encontramos algu\u00e9m que amamos, ao abra\u00e7\u00e1-la sentimos uma grande alegria. Igualmente, ao praticarmos a medita\u00e7\u00e3o fa\u00e7amos como se estiv\u00e9ssemos verdadeiramente encontrando e abra\u00e7ando a nossa natureza primordial.<\/p>\n<p>Muitos professores e mestres de algumas tradi\u00e7\u00f5es e escolas budistas falam freq\u00fcentemente do grande esfor\u00e7o que dever\u00edamos fazer para realizar a ilumina\u00e7\u00e3o. Esse esfor\u00e7o para alcan\u00e7ar \u201calgo\u201d no futuro \u00e9 exatamente um dos motivos que nos impedem de descobrir \u201caqui e agora\u201d a nossa verdadeira natureza.<\/p>\n<p>Meditar, como tamb\u00e9m outras pr\u00e1ticas, n\u00e3o s\u00e3o obriga\u00e7\u00f5es que dever\u00edamos cumprir para atingir algo no futuro. Praticando, dever\u00edamos sentir a mesma alegria e felicidade que sentimos em um encontro com quem amamos, pois estaremos abra\u00e7ando a nossa verdadeira natureza, nesse momento, n\u00e3o precisamos fazer nenhum \u201cesfor\u00e7o\u201d, ao contr\u00e1rio, \u00e9 uma frui\u00e7\u00e3o. Seja qual for a pr\u00e1tica, sintam-se tranq\u00fcilos e felizes de poder realiz\u00e1-la.<\/p>\n<p>Devemos reconhecer o <i>tathagatagarbha,<\/i> ou natureza <i>b\u00fadhica,<\/i> que tem estado presente como nossa verdadeira natureza desde sempre. Aqui n\u00e3o \u00e9 suficiente focalizar as pr\u00e1ticas fabricadas que envolvem esfor\u00e7os e conceitos intelectuais. Para reconhecer a verdadeira natureza, nossa pr\u00e1tica dever\u00e1 estar completamente al\u00e9m da fabrica\u00e7\u00e3o. A pr\u00e1tica \u00e9 simplesmente realizar o estado natural, longe de todos os conceitos intelectuais. \u00c9 a verdadeira realiza\u00e7\u00e3o da natureza absoluta assim como ela \u00e9 \u2014 a frui\u00e7\u00e3o \u00faltima.<\/p>\n<p align=\"right\"><i><sup>Karma Tenpa Dhargye<\/sup><\/i><\/p>\n<p><i><sup>\u00a0<\/sup><\/i><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homens de tempos antigos disseram que: \u201cSe quiseres encontrar o Buda fazendo pr\u00e1ticas de intenso labor, isso tornar-se-\u00e1 aquilo que te prende ao ciclo de nascimento e morte\u201d. \u00a0Do livro: NADA A FAZER, N\u00c3O IR A LUGAR\u00a0 ALGUM de Thich &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/comentarios-sobre-meditacao\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":991,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-988","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meditacao"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/988","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=988"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/988\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":992,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/988\/revisions\/992"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/991"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=988"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=988"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=988"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}