{"id":997,"date":"2014-05-30T19:15:27","date_gmt":"2014-05-30T21:15:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.shunya.com.br\/shunya\/blog\/?p=997"},"modified":"2018-02-10T18:28:27","modified_gmt":"2018-02-10T20:28:27","slug":"pratica-da-meditacao-mediante-a-identificacao-da-essencia-da-mente","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/pratica-da-meditacao-mediante-a-identificacao-da-essencia-da-mente\/","title":{"rendered":"Pr\u00e1tica da medita\u00e7\u00e3o mediante a identifica\u00e7\u00e3o da ess\u00eancia da mente"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.shunya.com.br\/shunya\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/DSC_5727-e1385505747337.jpg\" class=\"broken_link\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-744\" alt=\"DSC_5727\" src=\"http:\/\/www.shunya.com.br\/shunya\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/DSC_5727-e1385505747337-201x300.jpg\" width=\"201\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/DSC_5727-e1385505747337-201x300.jpg 201w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/DSC_5727-e1385505747337-687x1024.jpg 687w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/DSC_5727-e1385505747337.jpg 1944w\" sizes=\"auto, (max-width: 201px) 100vw, 201px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Extrato do livro: <strong>LA PR\u00c1TICA DEL ZEN<\/strong><\/p>\n<p>de Chang Chen-Chi \u2013 Tradu\u00e7\u00e3o do texto p\/portugu\u00eas, Fl\u00e1vio Capllonch Cardoso<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a medita\u00e7\u00e3o \u201csem esfor\u00e7o\u201d do Zen, e do Mahamudra-Dzogchen. \u00c9 uma medita\u00e7\u00e3o na qual n\u00e3o h\u00e1 nada sobre o que meditar, \u00e9 o funcionamento espont\u00e2neo e maravilhoso da pr\u00f3pria mente, o pin\u00e1culo e a ess\u00eancia dos ensinamentos budistas. Para aqueles que n\u00e3o cruzaram \u201ca porta\u201d esta medita\u00e7\u00e3o \u00e9 a mais \u00e1rdua, por\u00e9m para aqueles que a ultrapassaram \u00e9 a mais f\u00e1cil de todas. Todos os outros exerc\u00edcios e pr\u00e1ticas n\u00e3o s\u00e3o mais que prepara\u00e7\u00f5es para esta. O ponto essencial consiste em reconhecer a Natureza da pr\u00f3pria mente ou, pelo menos, ter um vislumbre. Se conseguir reconhecer a Ess\u00eancia da Mente, o praticante poder\u00e1 concentrar-se nela em qualquer lugar ou momento, sem dificuldade. Na atividade e na quietude a consci\u00eancia do vazio iluminado brilhar\u00e1 sempre dentro dele. Entretanto, mesmo ap\u00f3s de haver reconhecido a Ess\u00eancia da Mente, existe um longo caminho para percorrer, o primeiro vislumbre \u00e9 considerado por todos os budistas algo muito importante e que todo praticante deve procurar realizar antes de tudo. Uma vez transposta a \u201cporta sem abertura\u201d, a medita\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o ser\u00e1 uma pr\u00e1tica ou um esfor\u00e7o. Converte-se em um ato vital, natural e espont\u00e2neo. O praticante pode estar sentado, caminhando, falando ou dormindo; todas as atividades e condi\u00e7\u00f5es da vida convertem-se em maravilhosas medita\u00e7\u00f5es em si mesmas. N\u00e3o h\u00e1 necessidade de fazer nenhum esfor\u00e7o, e n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio trabalhar sobre nenhum objeto ou id\u00e9ia.<br \/>\nPor\u00e9m para passar por esta porta \u00e9 necess\u00e1rio praticar intensamente esta medita\u00e7\u00e3o \u201csem objeto\u201d, seguindo o caminho Zen, o Mahamudra [ou o Ati-Yoga]. [&#8230;]<\/p>\n<p>A primeira coisa que o praticante da medita\u00e7\u00e3o experimenta \u00e9 o aparecimento cont\u00ednuo de pensamentos que o distraem. O praticante v\u00ea que sua mente \u00e9 t\u00e3o ingovern\u00e1vel que nem sequer por um breve per\u00edodo pode control\u00e1-la. Os pensamentos casuais apresentam-se uns atr\u00e1s dos outros, como uma catarata, sem parar nem um segundo. O principiante acha que os pensamentos divergentes s\u00e3o ainda mais freq\u00fcentes que antes: ao inv\u00e9s de diminu\u00ed-los, a medita\u00e7\u00e3o parece t\u00ea-los multiplicado. Muitos principiantes ficam confusos e decepcionados por esta experi\u00eancia inicial. Sua frustra\u00e7\u00e3o os leva a duvidar da efic\u00e1cia da pr\u00e1tica da medita\u00e7\u00e3o e da possibilidade de obter alguma vez o samadhi.<\/p>\n<p>[&#8230;] A verdade \u00e9 que os pensamentos casuais nunca aumentam por causa da medita\u00e7\u00e3o; a medita\u00e7\u00e3o apenas nos torna mais conscientes deles. Somente uma mente tranq\u00fcila pode tornar-se consciente desse fluxo mental, que at\u00e9 agora fluiu sem ser notado. Portanto, esta experi\u00eancia \u00e9 um sintoma de progresso e n\u00e3o de retrocesso. Costuma-se dizer que, se o praticante realizou algum progresso, notar\u00e1 que muitos pensamentos se apresentam e desaparecem dentro de uma fra\u00e7\u00e3o de segundo. Deste fato se d\u00e1 conta o pr\u00f3prio Budha no Sutra da Elucida\u00e7\u00e3o da Profundidade Oculta*.<\/p>\n<p>A Consci\u00eancia Alaya (Adana) \u00e9 muito sutil e muito profunda: nela todas as sementes se agitam como torrentes impetuosas, eu n\u00e3o exponho esta Consci\u00eancia aos tolos e aos ignorantes, porque temo que agarrem-se a ela, tomando-a pelo Ser Verdadeiro.<\/p>\n<p>De acordo com a filosofia Yogachara, a corrente sempre renovada de pensamentos que se experimenta na medita\u00e7\u00e3o \u00e9 o despertar das \u201csementes das impress\u00f5es\u201d [marcas c\u00e1rmicas] que, at\u00e9 o momento, passaram despercebidas no Dep\u00f3sito da Consci\u00eancia (Alaya). Estas \u201csementes\u201d, infinitas em n\u00famero, ilimitadas pelo seu alcance, foram conservadas na consci\u00eancia Alaya e constituem o material essencial que forma a estrutura b\u00e1sica da mente humana. Todo o reino do samsara est\u00e1 compreendido nesta consci\u00eancia Alaya e \u00e9 posto em movimento por estas \u201csementes\u201d.<br \/>\nO trabalho da medita\u00e7\u00e3o consiste, primeiramente, em reconhecer a a\u00e7\u00e3o dessas \u201csementes\u201d, que se manifestam como fluxo mental; em segundo lugar controlar [observar] a atividade descontrolada dessas \u201csementes\u201d e, finalmente, transform\u00e1-las ou auto-liber\u00e1-las dentro da infinita capacidade do estado de Budha. Portanto, o praticante n\u00e3o deve desencorajar-se ao descobrir este fluxo mental ingovern\u00e1vel, por\u00e9m deve continuar a pr\u00e1tica da medita\u00e7\u00e3o at\u00e9 alcan\u00e7ar o estado de samadhi.<\/p>\n<p>Nota *: Em s\u00e2nscrito: Sandhi-nirmochasana-Sutra<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Extrato do livro: LA PR\u00c1TICA DEL ZEN de Chang Chen-Chi \u2013 Tradu\u00e7\u00e3o do texto p\/portugu\u00eas, Fl\u00e1vio Capllonch Cardoso Esta \u00e9 a medita\u00e7\u00e3o \u201csem esfor\u00e7o\u201d do Zen, e do Mahamudra-Dzogchen. \u00c9 uma medita\u00e7\u00e3o na qual n\u00e3o h\u00e1 nada sobre o &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/pratica-da-meditacao-mediante-a-identificacao-da-essencia-da-mente\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":790,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-997","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meditacao"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/997","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=997"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/997\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1520,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/997\/revisions\/1520"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/790"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=997"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=997"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=997"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}