Ensinamento como um espelho

Foto: Noah Busche


A função do ensinamento como um espelho

de Gustavo Bello

Em outro artigo, falamos um pouco sobre o Yantra Yoga. Uma antiga disciplina da tradição tibetana. Disciplina que se transforma em uma prática muito importante dentro dos Ensinamentos Dzogchen. Estes ensinamentos, que chegaram até nós transmitidos oralmente de geração em geração, guardados com cuidado e desenvolvidos através da linhagem de muitos mestres; estes ensinamentos chamados Dzogchen (palavra que significa grande perfeição) são os que desde há muitos anos vem transmitindo para ocidente o mestre Namkai Norbu.

“Nos ensinamentos Dzogchen sempre dizemos que lo primeiro é a auto-observação. A pesar de que os Ensinamentos Dzogchen sejam amplos e ricos, seu objetivo não é o de criar uma escola ou propor uma doutrina filosófica. Os ensinamentos devem funcionar perfeitamente como um espelho. E o princípio do espelho é que nós nos refletimos.

Os ensinamentos não são para olhar para fora, como se fossem um par de olhos ou as lentes de um óculos. Os ensinamentos são para ser considerado como um espelho. Não serve para julgar, analisar ou comentar algo externo a nós, mas para observar-se a nós mesmos.”

Como podemos entender a função dos ensinamentos como um espelho?

Os ensinamentos são como um espelho porque são uma possibilidade de ver-nos refletidos a nós mesmos. Por esto o primeiro é a auto-observação. Praticar em converter-se em um impecável observador de nossa própria vida, ao mesmo tempo em que se vai trabalhando no controle das emoções que perturbam nossa mente. Agora, como podemos observar-nos a nós mesmos? Para isso se torna imprescindível acalmar nossa agitada mente, freiar a torrente do pensamento. E como exemplifica Norbu, aonde é mais fácil e possível deter o curso de uma corrente de água? Em seu nascimento, em sua origem. E para ter alguma chance de acalmar a mente temos que ter controle sobre o corpo e particularmente sobre a respiração. Para isso precisamos meditar e exercitar. Não pela meditação mesma, mas porque através dela nos exercitamos a controlar a respiração, e assim calmar a mente através do corpo.

“Desta forma nós descobrimos realmente o que significa e de que se trata os ensinamentos. E assim poderemos compreender que as coisas não terminam no externo. Sempre nos encontramos em um tipo de contradição. Se faço isto, então isto não funcionará. Devem liberar-se de tudo isto porque os ensinamentos devem funcionar, devem trabalhar concretamente para liberar o indivíduo. Isto é fundamental nos ensinamentos Dzogchen. Por tanto, isto que chamamos ponto de vista é o primeiro e sempre devem recordá-lo”

O trecho entre parentes foi tirado de Introdução ao Dzogchen, Retiro de Tsgyalgar, USA, em 14 e 15 de junho de 1997, do Mestre Namkai Norbu


La función de la enseñanza como un espelho1

de Gustavo Bello

En una nota anterior, comenzamos falando un poco acerca del Yantra Yoga. Una antigua disciplina de la tradición tibetana. Disciplina que se torna una práctica muy importante dentro de las Enseñanzas Dzogchen. Estas ensinamentoss, que llegan a nosotros trasmitidas oralmente de geração en geração, guardadas con celo y desenvolvidos a través del linaje de muchos maestros; estas ensinamentoss llamadas Dzogchen (palabra que significa gran perfección) son las que desde hace muchos años viene transmitiendo para occidente el maestro Namkai Norbu.

“En la enseñanza Dzogchen siempre decimos que lo primero es la autoobservación. A pesar de que la enseñanza Dzogchen es amplia y rica, su objetivo no reside en crear una escuela o proponer una doctrina filosófica. La enseñanza debe funcionar perfectamente como un espelho. Y el principio del espelho es que ustedes se reflejen.

La enseñanza no es para mirar hacia fuera, como si fueran un par de ojos o las lentes de un par de anteojos. La enseñanza es para ser considerada como un espelho. No sirve para juzgar, analizar o comentar algo externo a ustedes, sino para observarse a ustedes mismos.”

¿Cómo podemos entender la función de la enseñanza como un espelho?

La enseñanza es como un espelho porque es una posibilidad de vernos reflejados a nosotros mismos. Por esto lo primero es la auto-observación. Practicar en convertirse en un impecable observador de su propia vida, a la vez que se va trabajando en el control de las emociones que perturban nuestra mente. Ahora ¿cómo podemos observarnos a nosotros mismos? Para ello se torna imprescindible calmar nuestra agitada mente, frenar el torrente del pensamiento.

Y cómo ejemplifica Norbu, ¿dónde es más fácil y posible detener el curso de una corriente de agua? En su nacimiento, en su origen. Y para tener alguna chance de calmar la mente tenemos que tener control sobre el cuerpo y particularmente sobre la respiración. Para eso precisamos meditar y ejercitar. No por la meditación misma, sino porque a través de ella nos ejercitamos a controlar la respiración, y así calmar la mente a través del cuerpo.

“De esta forma ustedes descubren realmente lo que significa y de qué se trata la ensinamentos. Y así podrán comprender que las cosas no terminan en lo externo. Siempre nos hallamos en una suerte de contradicción. Si hago esto, entonces eso no funcionará. Deben liberarse de todo eso porque la enseñanza debe funcionar, debe trabajar concretamente para liberar al individuo. Esto es fundamental en la enseñanza Dzogchen. Por lo tanto, esto que llamamos punto de vista es lo primero y siempre deben recordarlo”

El entrecomillado es tomado de Introducción al Dzogchen, Retiro de Tsgyalgar, USA, el 14 y 15 de junio de 1997, del Maestro Namkai Norbu


  1. Extraído de Realidad Semanal (http://www.puntaweb.com/realidadsemanal)