T’ou-tzu Yi-ch’ing



T’ou-tzu Yi-ch’ing ( 1032-1083)
Touzi Yiqing (T’ou-tzu Yi-ch’ing, Tosu Gisei)
O Quadragésimo-quarto Patriarca


Referências
Transmissão de Ta-yang
Transmissão para Tao-k’ai
Linhagem Soto




Referências1
T’ou-tzu Yi-ch’ing Recebeu a Transmissão Caodong de Dayang por Fushan Fayuan.
Deu Transmissão a Furong Daokai. Profundamente adentrado nos estudos de Huayan.
Ele aparece em “Registros do Silêncio” 64. Ver Denkoroku Capítulo 45.



Transmissão de Ta-yang2
44. De Ta-yang para
T’ou-tzu, por intermédio de Yuan-chen

T’ou-tzu foi para um monastério aos 6 anos de idade e recebeu a ordenação completa aos 14.
O mestre Ta-yang, com sua grande sabedoria, percebeu a existência de T’ou-tzu, que seria o seu sucessor,
mas eles estavam separados por uma grande distância. Ao contrário dos mestres indianos, os mestres da China não saíam em busca de sucessor: eles permaneciam em suas montanhas, em seus monastérios, aguardando o aparecimento de alguém que pudesse receber a transmissão; e o mestre Ta-yang acabou falecendo antes de encontrar T’ou-tzu.
Mas, a pedido do mestre Ta-yang, o grande mestre Yuan-chen da linhagem Lin-chi [jap. Rinzai] ficou responsável pela transmissão.
Ao receber T’ou-tzu, o mestre Yuan-chen fez uma pergunta, um kôan, seguindo o estilo de sua linhagem:
Qual é a realidade que não é fala nem silêncio?
Ao ouvir essa pergunta, T’ou-tzu despertou profundamente, assim como o mestre Ta-yang despertara no passado. Três
anos depois, o mestre Yuan-chen fez outra pergunta a T’ou-tzu:
Qual é a essência daquele kôan?
Quando T’ou-tzu estava prestes a falar, o mestre levantou sua mão direita e tapou a boca do sucessor. Finalizando a transmissão, T’ou-tzu fez três prostrações diante do mestre Yuan-chen.


Transmissão para Tao-k’ai2
45. De T’ou-tzu para
Tao-k’ai

Qualquer frase, por mais sábia que seja,
ainda é um mero conceito, uma expressão parcial da verdade; ficar em silêncio
também. Isso fica claro na transmissão do mestre T’ou-tzu para Tao-k’ai:
Tao-k’ai: As palavras dos antigos buddhas tornam-se comumente aceitas, comuns como chá e arroz. Há alguma sutileza que possa atrair as gerações futuras ao ensinamento da não-dualidade?
T’ou-tzu: Você acha que o poder que o imperador tem para declarar leis em seu reino depende do que os imperadores do passado declararam?
[Tao-k’ai desperta subitamente; no momento em que vai dizer algo, o mestre passa os fios de seu cetro nos lábios do sucessor e sorri.]
T’ou-tzu: Quando você considera qualquer expressão parcial, você fica sujeito a trinta pancadas!
[Tao-k’ai faz uma reverência ao mestre T’ou-tzu, dá as costas para ele e sai andando.]
T’ou-tzu: Você atingiu finalmente o reino da não-dúvida?
Tao-k’ai continuou andando, sem responder à pergunta do mestre, sem olhar para trás, tapando as orelhas com as mãos. Não falar, não ver, não ouvir; a transmissão está completa.


    Fontes:

  1. “Ensinos do Mestre Zen Anzan Roshi”(texto compilado pelo Ven. Jinmyo Fleming ino e traduzido ao Português por Claudio Miklos.
  2. www.dharmanet.com.br


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